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Intercâmbio: por onde começar?

Intercâmbio: por onde começar?

Intercâmbio: Por onde começar?

Fazer um intercâmbio em outro país é o sonho de muitas pessoas. A atividade é reconhecida por enriquecer seus praticantes profissionalmente e culturalmente. Para muitos, fazer intercâmbio é a porta para uma experiência fora do Brasil. Segundo dados da Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association, mais de 300 mil brasileiros, entre 15 e 35 anos, deixam o país por ano para ingressarem em programas de intercâmbio. Os motivos são os mais variados: cursos de idiomas, experiências de trabalho no exterior, realização de graduação, mestrado, doutorado, entre outras qualificações.
Existem no Brasil mais de 5.000 agências de intercâmbio, mesmo assim, a realização da atividade requer uma grande pesquisa por parte do intercambista. Pensando nisso, elaboramos a seguir uma espécie de mapa da mina para guiar o intercambista aos primeiros passos a serem tomados após a decisão: “Quero fazer um intercâmbio”,

Programas de intercâmbio, para onde vou?

Intercâmbio: por onde começar?

Nem sempre quando é tomada a decisão de se realizar um intercâmbio, a pessoa está certa sobre o destino. Aqui é a hora de ser firme nos seus objetivos, já que as alternativas são muitas. Uma pesquisa realizada pela Belta revelou um ranking dos países favoritos dos brasileiros para intercâmbio. A medalha de ouro ficou com o Canadá, que aparece como primeiro da lista, seguido por Estados Unidos, Austrália, Irlanda e Reino Unido.

Para decidir o país também é preciso ter em mente o que você quer fazer. Se seu objetivo é estudar um curso de idioma, profissionalização em alguma graduação ou pós-graduação, trabalho, entre outros.

Outro fator a ser considerado na escolha do destino de intercâmbio é a quantia disponível para gastar com o mesmo.
Grandes centros urbanos como Nova York e Londres podem ser os preferidos dos intercambistas, mas também são os com custo de vida mais alto por conta da valorização de suas moedas. Destinos como Cidade do Cabo, Malta e Belfast estão em ascensão na lista dos mais baratos. Por outro lado, vale o alerta aos viajantes, não importa o destino, pesquise se o curso escolhido tem certificação do Ministério da Educação local.

Qual programas de intercâmbio devo ingressar?

Intercâmbio: por onde começar?

Como mencionado anteriormente, existem diversos tipos de intercâmbio. Você deve escolher aquele que mais se encaixa nos seus objetivos. Veja abaixo alguns dos tipos de intercâmbio existentes.

High School: Se você tem entre 14 e 19 anos e está considerando estudar fora do país, uma boa alternativa são os intercâmbios High School. Nesta opção o estudante pode estudar um semestre do período escolar no exterior e ao mesmo tempo fazer um curso de idiomas. É necessário ter um nível avançado da língua.

Curso de idiomas: Essa é uma das opções mais procuradas pelos intercambistas. Os cursos de idiomas no exterior surgem como alternativa para aprimorar o que foi aprendido na escola ou nos cursos realizados no país. A meta de muitos ao fazer um curso de idiomas em outro país é atingir a fluência que muitas vezes é difícil alcançar apenas nas aulas de conversação.

A duração do curso de idioma no exterior varia de acordo com a necessidade do intercambista. Há pessoas que utilizam o período de 30 dias de férias para fazer intercâmbio (intensivo), outras passam até 1 ano dedicadas a estudar uma segunda língua (extensivo). O estudante pode optar por hospedagem estudantil, aluguel de apartamento ou hospedagem em casa de família local.

Au pair: Trata-se de um intercâmbio em que o participante irá morar numa casa de família local e irá ajudar nas rotinas da casa. A tarefa mais importante será cuidar dos filhos da família em questão. Geralmente os programas de au pair têm duração de 12 meses. Exige um nível avançado de conhecimento na língua, pois você vai precisar entender o que as crianças vão falar.

Idiomas e Cursos: Além de aprender um idioma, nesta opção de intercâmbio, o participante também pode optar pela realização de atividades extras. Entre as mais procuradas estão cursos de fotografia, dança e culinária.

Trabalhar e Estudar (Work and Study): Este programa permite o intercambista trabalhar e estudar fora do país. Ao aliar estudo e trabalho, o estudante consegue colocar em prática o que foi aprendido na sala de aula no ambiente profissional.

Trabalho Voluntário: Ideal para quem busca fazer uma atividade com impacto social. Existem agências especializadas nesse tipo de intercâmbio, mas também há plataformas que o intercambista pode buscar trabalhos voluntários por conta própria. Geralmente esse tipo de intercâmbio oferece, em troca do trabalho, hospedagem e alimentação sem custo.

Internship: Programas de intercâmbio internship são perfeitos para estudantes universitários que estejam buscando qualificação profissional e uma experiência fora do país. Esse programa consiste na realização de um estágio de curta e média duração, em empresas especializadas na área que o estudante está cursando. Pode ser remunerado ou não.

Trainee: Intercâmbio do tipo trainee é destinado a participantes formados e recém-formados buscando experiência profissional em empresas estrangeiras. Existe possibilidade de remuneração e até de efetivação na empresa.

Bolsas de Estudo: Universidades de todo o mundo contam com bolsas de estudos de graduação, mestrado e doutorado destinadas a brasileiros. Essas bolsas podem custear o curso totalmente ou parcialmente, dependendo da universidade ou programa.

Intercâmbio por Agência ou por conta própria?

Existem duas maneiras de você se organizar para fazer seu intercâmbio. Você pode contratar uma agência para lidar com todos os trâmites, ou ainda fazer isso por conta própria. Se você optar por organizar seu intercâmbio sozinho, é importante avaliar o nível de fluência no idioma do país para o qual você está se candidatando. Um nível muito baixo pode atrapalhar suas negociações.

Faça uma lista de tudo que você vai precisar procurar: curso, moradia, visto, seguro, passagem aérea, trabalho, etc. Se ao fazer essa lista você perceber que são coisas demais para fazer sozinho, o ideal é buscar uma agência.

Escolher a agência de intercâmbio mais adequada ao seu perfil requer muita pesquisa. Para começar, veja a opinião de quem já usou o serviço, pesquise em fóruns de intercâmbio sobre a agência em questão, leia a reputação da agência em rankings de reclamações. Tenha preferência por agências que sejam especializadas em intercâmbio, pois existem agências de viagem que também oferecem o serviço.

Prepare seus documentos para o seu Intercâmbio

Intercâmbio: por onde começar?

Escolhido o país, o programa é hora de preparar sua documentação.

Passaporte: O primeiro documento e o mais importante é o passaporte. Se você já tem um passaporte emitido, verifique se ele está dentro da validade enquanto estiver realizando seu intercâmbio. Caso o intercambista não tenha passaporte,  nós te ensinamos o passo a passo para tirar o seu neste artigo, lembrando apenas que este deverá ser requerido na Policia Federal. Nos países do Mercosul o intercambista pode embarcar com o documento de identidade (RG).

Vistos: Cada país tem suas próprias regras de imigração. Pesquise o visto necessário para o país de destino. A lista de documentos exigidos para tirar o visto varia de acordo com o país, mas geralmente será solicitado: passaporte, CPF, identidade, comprovante de residência.

Certificado de Vacinação Contra Febre Amarela: É obrigatória a apresentação do certificado de vacinação contra febre amarela se o seu intercâmbio for para Malta, África do Sul ou Austrália. Você pode tomar a vacina em qualquer posto de saúde e solicitar o certificado que é emitido pela ANVISA.

Cartas de Acomodação e Aceitação: Na maioria das vezes as agências de intercâmbio ficam responsáveis pela aquisição das cartas de acomodação (caso o intercambista vá se hospedar em uma casa de família) e aceitação (do curso que o estudante irá atender durante o período de intercâmbio).

Seguro Saúde: Toda pessoa que viaja para o exterior deve adquirir um plano de assistência médica com cobertura internacional. Verifique se o país de destino exige um valor mínimo de cobertura para entrada. Países do Tratado de Schengen, por exemplo, exigem cobertura mínima de 30.000 euros por parte do seguro.

Extrato do Cartão: Além de levar dinheiro em papel moeda, é importante apresentar na imigração uma comprovação de que você tem dinheiro em conta. Para isso basta apresentar extrato do seu cartão de crédito, débito ou cartão pré-pago internacional.
Passagens: Tenha em mãos sua passagem de volta. Este é um importante documento que comprova que sua situação no país que estará fazendo intercâmbio é apenas temporária.

Autorização para viajar: Quem é menor de 18 anos precisa apresentar uma declaração que está autorizado a viajar desacompanhado dos pais.

Economize durante seu intercâmbio

Intercâmbio: por onde começar?

  • Para evitar passar perrengues no intercâmbio é essencial economizar. A seguir algumas dicas de como poupar dinheiro nesse período.
  • Prepare suas refeições e economize com restaurantes
    Vá ao posto turístico de sua cidade e veja se há desconto na utilização do transporte público
  • Busque atrações gratuitas para conhecer
  • Se comunique através da internet. Ligações internacionais têm custos exorbitantes.

Tendo em mente esses primeiros passos você conseguirá começar a se organizar para fazer seu intercâmbio. Nessa série pretendemos destrinchar também cada um dos tópicos mencionados: tipos de intercâmbio, acomodação, dinheiro, entre outros temas. Acompanhe o Sair do Brasil.

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