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Brasileiros desinteressados em lutar por legalização

O tema da imigração parece ser o campeão de audiência neste país, formado por imigrantes. Quando a última onda de deportações começou a levar várias pessoas para seus países de origem no ano passado, a comoção foi geral. Meses depois, os ânimos se acalmaram.

Pelo menos é o que ficou claro na manifestação liderada pelo grupo No one is illegal que aconteceu no sábado passado.

Uma multidão de gatos pingados saiu para protestar pelos direitos de quem está lutando para conseguir o direito de viver aqui. Na maioria absoluta, pessoas que já estão na confortável posição de possuir suas situações já regularizadas.

Nada de brasileiros, poucos portugueses. Muitos jamaicanos, hispânicos e bastante canadenses. Se as pessoas não comparecem a este tipo de evento, alguma coisa deve estar funcionando mal. Ou a instituição que promove a passeata não está divulgando direito, ou a população desconhece seus direitos de liberdade e não sai às ruas por medo de que alguma autoridade vá prendê-las.

Ora, ora. Quem vive aqui já deve ter entendido que o Canadá vive um regime de liberdade, onde são aceitas as diversidades e resguardados os direitos humanos, pelo menos de forma geral.

Prova disso é a parada gay, o festival da maconha, que aliás, aconteceu também no mesmo sábado e que contou com ampla participação.

Inclusive era até permitido fumar, o que fazia o ambiente insuportável para os não partidários da causa devido a uma verdadeira nuvem de fumaça que pairava sobre o Queen’s Park.

Preferências à parte, a batalha pela legalização dos imigrantes anda mesmo sem pai nem mãe. A ausência de uma representação brasileira pode ser sentida não somente por parte dos brasileiros que ainda estão brigando por seus papéis.

Faltou também a presença das chamadas lideranças, aqueles que trabalham atendendo a várias pessoas nos diferentes casos de ilegalidades. Nem conselheiros de imigração, nem advogados, nem ninguém dos vários escritórios onde ganham dinheiro os profissionais que ?ajudam? os imigrantes ilegais a realizarem seus processos de legalização.

Longe do local de protesto, o parque da frente do Dufferin Mall, (aliás um lugar geralmente frequentado pela comunidade), encontrei um brasileiro orgulhosamente ostentando a camiseta da nossa seleção de futebol.

Sob a condição de não ser fotografado nem ter seu nome divulgado no jornal, o brasileiro disse que não foi à passeata porque nem estava sabendo.

Depois perguntou preocupado se essa manifestação queria dizer que as deportações estavam acontecendo outra vez.

Em seguida, sentenciou: não acredito que coisas desse tipo vão dar resultado. O governo já tem sua opinião formada. Só pararam as deportações porque estava ficando caro para eles.

Quando eu disse:É, pois é, esse tema da imigração é complicado mesmo. Mas tomara que os manifestantes consigam despertar a consciência dos governantes e mostrar que é necessário uma mudança no sistema.

Mais do que depressa, o jovem brasileiro concordou: Ah! isso seria bom! Tomara que eles consigam algo mesmo, assim eu posso ganhar meus papéis também.

* Créditos a Almeiri Santos pelo texto

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2 COMENTÁRIOS

  1. Parabens pelos artigos,

    Gostaria de obter informações sobre a existência de programas (mesmo voluntáriado)para trabalhar nos jogos de inverno de 2010 em Vancouver,sejam eles governamentais ou não.
    Desde já agradeço em Cristo,
    Haroldo – Médico do Esporte.

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