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Como se tornar Comissário de Bordo Internacional

Comissário de Bordo

No artigo de hoje explicamos para você o passo a passo para se tornar Comissário de Bordo Internacional.

Muitas pessoas sonham com a carreira de comissário de bordo imaginando o glamour da profissão, afinal através dela é possível viajar pelo mundo todo, hospedando-se em bons hotéis, conhecendo pessoas e lugares novos todos os dias e vivendo completamente sem rotina.

Mas é preciso lembrar que apesar dos muitos benefícios proporcionados pela profissão, a carreira de comissário de bordo também é bastante exigente e com muitas responsabilidades.

Além do atendimento aos passageiros e à tripulação, o comissário de bordo tem a responsabilidade de ser um importante elemento de segurança da aeronave, consequentemente de todos que estejam no avião. Sua principal missão é garantir a segurança, tranquilidade e conforto dos passageiros e tripulação. O bom comissário de bordo deve ser comunicativo, simpático e paciente, sabendo controlar situações complicadas, transmitir autoridade e respeito e, principalmente, ter facilidade em se adaptar às situações diversas.

A carreira de comissário de bordo não exige formação superior, mas é bastante rigorosa quanto aos cursos, treinamentos e exames específicos, além de exigir uma licença de Comissário de Voo.

Requisitos da carreira

Como se tornar Comissário de Bordo Internacional

  • Idade: É necessário ser maior de 18 anos para exercer a profissão, e não é um limite máximo de idade estabelecido de maneira expressa.
  • Altura: mulheres devem medir acima de 1,58 de altura e homens 1,65.
  • Experiência: Não há exigência de experiência na área sendo que os cursos de formação e especialização são suficientes para preparar o candidato adequadamente.
  • Formação escolar: a exigência é de ensino médio completo.
  • Conhecimento de idiomas: No caso da carreira nacional o conhecimento de outros idiomas não chega ser uma exigência, mas sim um diferencial do profissional. Mas para a carreira internacional é imprescindível à fluência do inglês, ao menos.
    Devido à diversidade de pessoas com quem o comissário terá contato, quanto mais idiomas diferentes você for fluente melhor será sua comunicação e maiores serão as chances de boas companhias procurarem por você para contratação. Existem alguns casos em que é necessário falar o idioma da companhia, como é o caso da Air France que exige a fluência em francês.
  • Curso em escola homologada pela ANAC: a Agência Nacional de Aviação exige a formação em curso específico, que proporcione, no mínimo, 138 horas de aulas, em escola homologada pelo órgão. No site da ANAC você pode realizar uma busca e descobrir as Escolas de Aviação Civil próximas a sua região. Uma curiosidade sobre esse curso é que ele tem matérias tanto de postura e maquiagem, como de sobrevivência na selva.
  • Exame da ANAC: após a finalização do curso ainda é necessário ser aprovado em exame na ANAC que testa conhecimentos adquiridos. Esse exame é realizado após a sua contratação por alguma companhia aérea, e após receber todas as instruções teóricas e práticas e ter passado pelo estágio obrigatório. A certificação desse exame é exigência para o exercício da função.

Apesar de não ser um requisito para a carreira, os cursos que possam contribuir para o exercício da profissão são muito bem vistos. Portanto ter certificações de cursos de segurança, primeiros socorros, gestão de pessoas e atendimento ao público pode ser um grande diferencial para a sua carreira.

Sou comissário, e agora?

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O próximo passo é enviar currículo para as companhias aéreas e aguardar ser chamado para uma entrevista.

Quando você for contratado, a companhia deverá oferecer instruções teóricas e práticas sobre o modelo de avião que você irá trabalhar, em uma aeronave de verdade (ainda no solo) ou em um simulador por, no mínimo 27 horas. Além disso, deverá haver um período de estágio de, no mínimo, 15 horas, sendo que pelo menos uma dessas horas será destinada para realizar o exame prático que será aplicado por profissionais credenciados pela ANAC.

Somente após a realização e aprovação nessas etapas a companhia aérea solicitará à ANAC ou às unidades Regionais, a expedição da licença e do Certificado de Habilitação Técnica (CHT) do comissário, que permitirá o exercício legal da profissão.

Mercado de trabalho

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A carreira de comissário de bordo está em alta e provavelmente continuará assim pelos próximos anos. Já existe uma estimativa de contratação de novos 660 mil comissários até 2020 e novas oportunidades de emprego como comissário de bordo surgem todos os dias.

As companhias aéreas Emirates Airlines, Qatar Airways, American Airlines e Etihad Airways realizam processos seletivos constantemente no Brasil, para atuação de brasileiros em seus voos internacionais.

As vagas são divulgadas nos principais sites de empregos e nos sites das companhias aéreas e das Escolas de Aviação Civil. O processo seletivo envolve aplicação de exames médicos e psicológicos e entrevistas pessoais.

A grande dica para conseguir uma vaga de comissário de bordo é não ficar esperando, e sim enviar currículos para as empresas que você deseja trabalhar.

Outra ideia é cadastrar seu currículo nos sites de emprego, pois algumas empresas podem buscar profissionais já cadastrados, caso tenham pressa na contratação.

O mercado de comissário de bordo e aeromoça é bastante abrangente, sendo que o profissional pode trabalhar em grandes empresas ou na aviação particular.

Salário

O salário do comissário de bordo varia conforme o porte da empresa que o contratou, o tempo de experiência, a classe atendida (primeira classe ou classe econômica) e o tipo de voo (internacional ou nacional).

De acordo como Sindicato Nacional dos Aeronautas, o piso salarial de um comissário de bordo é de R$ 2.076,56. Mas esse valor pode ser bem maior por causa das remunerações variáveis, benefícios e adicionais que a categoria tem direito (compensação orgânica, gratificação por senioridade, horas de voo, horas de reserva, periculosidade, adicional noturno, adicional para chefe de cabine, além das diárias e adicionais para voos ocorridos em domingos ou feriados).

Com todos esses adicionais, o salário inicial da carreira nacional pode variar entre R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00, e pode chegar a R$ 7.000,00 para carreiras internacionais.

Horários e rotinas (ou falta dela)

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De acordo com a lei, o tripulante de aeronaves pode voar no máximo 85 horas por mês e são obrigados a tirar, pelo menos, oito dias de folga mensais. Existem algumas regras sobre a carga horária como acrescentar 3 horas de descanso a cada três fusos horários atravessados e mais 12 horas quando chega à cidade de residência.

Rotina realmente é algo bastante difícil de ter nessa profissão, sendo que o mais próximo disso que você irá chegar é conhecer a sua escala de viagem. Apesar disso algumas situações podem ser negociadas como a “escala-mãe”, disponível para aeromoças que retornam da licença-maternidade e proporciona voos curtos e horários regulares. Ou ainda funcionários que frequentam faculdade que também podem negociar um horário fixo de trabalho.

Ainda ficou com alguma dúvida sobre a carreira de comissário de bordo e aeromoça? Entre em contato e conte para a gente.

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