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Brasileiros no exterior

Com inspiração carioca, bar em Berlim vende até 2 mil caipirinhas por mês

Victor Rodrigues Beckmann mora na Alemanha desde 2000 e hoje pode ser considerado um profissional de sucesso entre os brasileiros no exterior. Abriu em Berlim um botequim carioca que vem fazendo muito sucesso entre os brasileiros e os Alemães. Veja abaixo seu depoimento sobre seu empreendimento.

“Cumprimentar os clientes com a típica saudação brasileira ‘oi, tudo bem?’ é trabalho obrigatório para os garçons que trabalham no Botequim Carioca, bar inspirado no Rio de Janeiro, mas localizado no bairro Mitte, região central de Berlim. “É para já entrar no clima”, explica Victor Rodrigues Beckmann, o dono do estabelecimento. Desde 2000, ele mora na Alemanha. Ele casou e não pensa em largar o estilo de vida tão cedo, nem por ter saudades da família, do sol e da praia.

“Viajo muito para o Rio de Janeiro e quero ter a possibilidade de viver nos dois países ao mesmo tempo, ficando no verão daqui e depois no verão carioca, seis meses em cada país”, conta o carioca de 28 anos. Além do letreiro, a bandeira brasileira na entrada é o primeiro sinal de que aquele bar é inspirado no Brasil.

No caso do Botequim Carioca, o pôster do Flamengo, as paredes de azulejo, uma pequena estátua do Cristo Redentor e o sambinha na música ambiente deixam claro a inspiração carioca. Os atendentes falam alemão e português – a maioria é de brasileiros que moram na Alemanha –, e a clientela brasileira representa cerca de 40% dos frequentadores do bar, segundo Beckmann.”

Estudos

Com ascendência alemã, o empresário conta que deixou o Rio em 2000 para estudar o idioma germânico. Era para ser apenas um curso de curta duração, já que o objetivo maior era fazer universidade na Espanha. Mas ele acabou gostando de Berlim, casou dois anos depois de chegar e abriu seu primeiro negócio, um café, em 2006. Antes disso, ele afirma que já pesquisava os melhores caminhos para abrir o botequim.

“Sempre procurei ir a bares brasileiros em outros lugares para ver como é, na Polônia, Turquia, Portugal”, diz Beckmann. O botequim foi inaugurado em fevereiro de 2008. “Eu não tive medo de fazer algo com qualidade. E não falo só da comida, mas da decoração, do conjunto. O Brasil não é só vender samba e mulher pelada. Consegui porque não trabalhei os clichês. Vendi o Brasil como ele é.”

Carro-chefe

No cardápio, junto com as opções de pratos, petiscos e bebidas, há uma foto do Cristo Redentor e da praia carioca. O banheiro tem decoração de pedras portuguesas, mas nada é mais brasileiro no Botequim Carioca do que a caipirinha e a feijoada. “É meu carro-chefe. Sou o único que faz caipirinha na Alemanha como é feita no Brasil.”
De acordo com ele, os bares alemães fazem o drinque com cachaça, gelo moído, açúcar mascavo e tudo é colocado em um copo grande. Beckmann prefere os copos de uísque, o gelo em cubo e o açúcar refinado. “Vendo quase 2 mil dessas por mês. A reação dos gringos é sempre muito boa.”

As noites de sexta-feira e sábado são muito corridas para ele e sua equipe. Enquanto o barman prepara as bebidas, as duas cozinheiras brasileiras capricham na comida. A feijoada e o filé à Oswaldo Aranha, que vem com batatas, farofa e arroz, são os pratos mais pedidos. Mas existe até a opção da moqueca. Para começar, o cliente belisca coxinhas, bolinhos de aipim, pão de queijo e linguiça com cebola.

De acordo com Beckmann, os ingredientes são comprados em lojas de produtos asiáticos e africanos em Berlim, porque as culinárias são parecidas com a brasileira. Os anos na Alemanha fizeram com que o empresário, que finalmente se formou em política internacional, fizesse muitos amigos. É o caso do oficial de chancelaria Paolo Torrecuso, de 33 anos, e da mulher dele, Juliana, 34, que dizem ser assíduos do Botequim Carioca.

“Sempre que queremos comer carne paramos aqui. E o feijãozinho também é fundamental”, brinca Torrecuso, que se mudou para Berlim há três anos por causa do emprego. “Até a nossa qualidade de vida melhorou. Os amigos brasileiros que trazemos para cá adoram”, conta Juliana, que elogia a caipirinha da casa. “É a melhor.”

Por: G1

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