Página Inicial Destino Américas O “jeitinho brasileiro” ajuda amenizar o custo de se estudar nos EUA.

O “jeitinho brasileiro” ajuda amenizar o custo de se estudar nos EUA.

Aqueles que desejam estudar no exterior precisam se preparar bem para isso. Principalmente o bolso! Estudar nos EUA não é algo barato e exige preparação e planejamento antecipado. Um curso de graduação no exterior pode custar, no total, entre 60 e 125 mil dólares.  Neste valor estão inclusos as mensalidades e livros. Em alguns casos, inclui-se também a hospedagem no campus da faculdade mas a brincadeira não para por aí. Na maioria dos casos você ainda vai gastar com moradia, seguro saúde, transporte, alimentação, visitas exigidas pela faculdade e outros materiais não inclusos no curso como material escolar, de arte, alguns livros, etc.  Por esse motivo é preciso se preparar bem, principalmente no que diz respeito às finanças. Estudantes internacionais nos EUA podem trabalhar no primeiro ano no campus. Permissão para trabalhar fora do campus somente é dada após o primeiro ano de estudos. Portanto, se você não quiser ter problemas com as autoridades tem que se preparar para o primeiro ano assim como eu fiz. Após o primeiro ano também só é permitido a carga horária de 20 horas de trabalho por semana o que não permite pagar todas as despesas com o salário adquirido. Vai precisar usar as economias ou pedir um “paitrocínio”.

Se você estiver em uma cidade grande vai poder usar o transporte público e para estudantes fica ainda mais barato pois você pode comprar os passes para 15 dias ou mesmo um mês inteiro e usa-se quantas vezes quiser o cartão combinado de metro-ônibus. Mas se você estiver em uma cidade não tao grande assim como Orlando (200 mil) talvez precise comprar um carro. O transporte público de Orlando é quase inexistente. Raramente vê-se ônibus nas ruas e pessoas nos pontos esperando por eles. Quase todas as pessoas têm carro. Com 1000 dólares você consegue comprar um carro em bom estado e rodar com ele por aí. Nos EUA não existe IPVA mas para registrar o carro paga-se 6,5% do valor do carro em impostos (uma vez só) e o registro que custa 50 dólares.

Pela lei, aqui toda pessoa que possui um carro precisa fazer seguro do mesmo. Você vai para cadeia se bater o carro e não tiver seguro seja brasileiro ou americano. Sem o seguro do carro você nem mesmo tira a habilitação americana disponível a estudantes internacionais. Com a habilitação brasileira, mesmo com a Internacional (que não é nada mais que uma tradução), só é permitido dirigir por 60 dias. Uma vez com a a habilitação americana, o preço do seguro cai 40% e você não treme cada vez que cruza com um carro da polícia. Recentemente uma estudante brasileira foi presa na Carolina do Norte e teve que pagar 700 dólares pra sair da cadeia. Motivo? Dirigindo com habilitação internacional há mais de 6 meses vivendo nos EUA. Eu vi com meus próprios olhos um americano de Ohio ser preso por estar dirigindo aqui em Orlando sem habilitação da Flórida após os 60 dias permitidos. A lei é cumprida não importa a nacionalidade.

Um seguro de carro gira em torno de 1000 dólares anuais. Quanto mais novo o carro mais barato fica o seguro. Qualquer documento brasileiro que mostre seu registro de multas por um ano pode ajudar na redução do preço do seguro. O seguro pode ser pago mensalmente também como é feito no Brasil. Mas para isso você precisa possuir uma conta bancária, o que não é difícil. Não existe taxa de manutenção de conta nos EUA.

Talvez você já esteja desanimado pensando em quantas coisas precisa-se pagar e quanto dinheiro é preciso economizar para estudar fora do Brasil. Realmente não é uma coisa barata mas, posso dizer, por experiência própria que o custo de vida sai 1/3 do que sairia no Brasil. Me lembro de encher o tanque do meu carro de gasolina em São Paulo e gastar 150 reais em Dezembro de 2009. Aqui com 35 dólares enche-se o tanque do carro com gasolina. O galão (3,78L) custa 2,50.

Os preços dos carros são 1/3 dos preços no Brasil devido ao valor dos impostos totais sobre o carro que são de 6,5% e no Brasil mais de 70%. Pode-se também economizar com transporte oferecendo carona para outros alunos ou oferecendo-se pra ir com eles e dar uma contribuição na gasolina.

Alimentação também é algo que custa menos. Uma pessoa gasta no mês inteiro por volta de 120 dólares cozinhando e comendo em casa. É muito mais saudável e barato. Na faculdade tem a opção de almoçar por 3,50 dólares ou comprar “snacks” por 50 cents. Um refrigerante custa 50 cents e um suco do mesmo tamanho 2,25! Compre as frutas e faça o suco em casa. Leve em uma garrafa de plástico para a faculdade. Os alunos olharão pra você como se você viesse de um outro mundo embora eles não estejam tão errados assim. Procure pelas famosas “buy one get one free”(Pague um e leve dois) que estão em moda. Pode-se comprar massas, arroz, feijão, enlatados, azeite, saladas e uma porção de outras coisas pela metade do preço, ou seja, duas pelo preço de uma. As promoções estão sempre “online”.

Comprar os livros na faculdade sai muito caro. Um livro em média custa 100 dólares. O último livro que tive que comprar custava 150 dólares na lojinha da faculdade. Comprei um usado na Amazon.com por 55 dólares mas precisa-se de um pouco de esperteza. Saiba de antemão quais serão as próximas matérias e já vá procurando pelos livros. Na primeira aula já se pede lições e leituras e o livro demora 10 dias pra chegar pela remessa comum(3,50). Ofereça-se nas salas de aulas para comprar os livros da turma que está à sua frente. A grande maioria compra os livros com financiamento do governo (só para cidadãos americanos) e depois vende por 30% do preço original para financiar gasolina e alimentação. Você pode conseguir bons negócios comprando diretamente dos alunos e depois pode vender também “online” ou para empresas que compram livros usados em faculdades. Alguns você talvez queira manter outros não. Faça dinheiro com estes.

Outra coisa em que pode-se economizar é com material escolar. Espere pelas “sales”(promoções) para comprar. Visite as lojas de material escolar, de arte, etc e cadastre-se para receber promoções e “cupons” com descontos de até 40% que chegam pelo correio. Por incrível que pareça, nas lojas de 1 dólar encontra-se muita coisa pedida. Também existem pessoas vendendo e doando material online em sites como por exemplo o “craighslist”. Tome cuidado nessas transações. Se não quiser virar noticiário dos tabloides nunca forneça dados pessoais para “entrega” e se for buscar algo que deseja comprar vá sempre acompanhado. Por um tempo a polícia americana estava à procura do Craighslist killer. Assassino do Craighslist, um Serial Killer que usava o serviço. Não se preocupe ele já está cumprindo a prisão perpétua.

Tomando todo cuidado pode-se conseguir ótimos negócios nessa lista. Eu precisei de uma mesa de desenho que custava 400 dólares e comprei uma usada de uma pessoa no craighslist por 50 dólares. Fui com um amigo buscar. A mesma coisa pode-se fazer com móveis, carros, eletrodomésticos, etc…

Aluguel é algo caro especialmente se você deseja morar num lugar bom e seguro. Morar sozinho em um apto estúdio pode custar, no mínimo 800 dólares mensais incluídas as despesas com eletricidade e água. Uma boa opção, até mesmo para desenvolver o inglês, é ficar em uma “host family” como eu. Tudo incluso, até alimentação pode ficar em torno de 600 dólares.

Usando o jogo de cintura brasileiro você pode economizar muito dinheiro estudando nos EUA. Nem tudo precisa custar uma fortuna e tem-se muitas opções. No primeiro ano de estudo pode-se trabalhar no campus da faculdade 20 horas por semana recebendo 600 dólares mensais. Dá pra pagar muita coisa. Porém, nem sempre há vagas e os alunos que lá estão geralmente saem quando se formam. Por isso é melhor não contar com isso. Procure por bolsas de estudo na faculdade que pretende iniciar. Algumas estão disponíveis a estudantes internacionais. Acima de tudo, economize no Brasil, tente se acostumar ao tipo de vida que terá quando for estudante, ou seja, compra-se pouco e usa-se muito a criatividade.

Planeje bem sua estada no exterior. Pesquise tudo o que puder na internet em blogs, sites como este, etc. Visite as feiras de escolas americanas no Brasil anualmente, converse com gente que já foi e voltou. Anote todas as dicas que eles te darão. Desse modo, quando você iniciar o curso aqui pouca coisa será surpresa.

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