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Aventura de um canadense e uma brasileira

Olá pessoal,

Vamos relatar histórias de pessoas, com diferentes nacionalidades, um é canadense e a outra é uma brasileira. Uma das coisas que podemos ver é que a liberdade, de se aventurar é presente em ambos os relatos, em suas emoções, pois ir ao exterior é sem duvida algo de muita insegurança, principalmente se não houver um estudo sobre língua estrangeira, pesquisa sobre cultura… O canadense não gostaria de ser identificado, veio ao Brasil para fazer um Colegial (High School) e a Verônica “Mochilar” que gosta de viajar, com estrema LIBERDADE, (Cidadão do Mundo). Esses dois relatos são muito bons… Vamos viajar e se imaginar, pois o psicológico é algo em que precisamos trabalhar. Para que venhamos a entender melhor sobre minha matéria irei mostrar dados e fatos concretos neste Texto:

“… Estrangeiros: De acordo com a última contagem da população realizada pelo IBGE, em 1996 residiam no Brasil 103.078 estrangeiros. Desse total, 53,5% são homens. Essas informações, entretanto, não são precisas, pois uma grande parcela dos estrangeiros encontra-se em situação ilegal. Duas características marcam atualmente o fenômeno da imigração em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um lado há um fluxo de migrantes vindos de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fogem da crescente desigualdade social e econômica, do desemprego ou de guerras em seus países de origem. De outro, o deslocamento de executivos, que ocupam cargos de direção em grandes multinacionais com altos salários.

A imigração estrangeira para o Brasil, nas últimas duas décadas, demonstra contornos bem diferentes da imigração do final do século XIX e início do século XX. Nessa época cerca de 4 milhões de imigrantes, subsidiados pelo governo brasileiro, vieram trabalhar em culturas agrícolas no estado de São Paulo e no sul do país. Atualmente, os imigrantes dirigem-se para os centros urbanos mais desenvolvidos, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Entres os imigrantes, destacam-se os coreanos e bolivianos, cuja maioria trabalha clandestinamente. Em São Paulo, concentram-se em pequenas e médias oficinas e lojas de confecção nos bairros do Brás e Bom Retiro. Segundo estudo do Núcleo de População da Universidade de Campinas (Nepo/Unicamp), sem a documentação necessária para sua legalização, esses imigrantes sujeitam-se a péssimas condições de vida: habitam pequenos cômodos coletivos e são obrigados a trabalhar até 16 horas por dia em troca de dois a três salários mínimos por mês.”

Boa leitura! Vamos aos relatos.

Relato do Canadense

Em quanto muito brasileiro, deseja fazer intercâmbio, fora do Brasil, outros optam por fazer aqui (no Brasil). É isso que iremos ver neste relato do Canadense.

Nome: Não Identificado

Idade: 17

Cidade: Ontário

Província: Toronto

País: Canadá

bandeira canadá

“Há dois anos atrás, ainda no Canadá, meus pais decidiram que eu e meus irmãos faríamos um intercâmbio, para aprendermos uma nova língua e para obtermos uma nova experiência cultural. Após procurar por vários países, minha irmã e eu decidimos que o Brasil seria a melhor escolha, pois o idioma era interessante a cultura bem rica. Enfim, após dois meses estávamos embarcando para um ano escolar no Brasil e voltaríamos no fim do ano. Ao desembarcarmos em São Paulo, nos sentimos completamente perdidos, pois não entendíamos uma palavra sequer, mas estávamos dispostos a tornar tudo aquilo comum. Nossa “fake family” estava nos esperando no Aeroporto e de lá fomos direto para a casa deles, cujo era linda e aconchegante. Não demorou muito para que eu me sentisse em casa, e em duas semanas eu já tinha decorado palavras de cumprimento como “oi”, “como está” e etc…

Estava matriculado em uma escola bilíngue lá em são Paulo, onde eu poderia ter aulas em inglês e em português, até a total adaptação e aprendizado da língua portuguesa. Até então, ainda não tinha feito roteiros turísticos, ou até mesmo, saído com amigos do grupo de intercâmbio para conhecer a cidade. Tinha apenas 15 anos e precisava de autorização para tudo. A primeira experiência que tive não foi muito excitante… Fui a um shopping Center e várias pessoas me trataram mal por eu não saber falar o idioma e outros me ofenderam pelo meu modo de ser e me vestir. Foi aí que eu percebi que a cultura brasileira não é assim tão aberta ou abrangente para todos como nós pensávamos que fosse. Enfim… Fiz inúmeros amigos no Brasil, os quais não quero perder contato jamais. Hoje eu domino completamente o idioma e gosto muito do País onde morei por um ano! Recomendo a todos que tenham uma experiência como a minha, pois esta nenhum dinheiro poderá pagar!”

Liberdade é o que quero, liberdade é o que valorizo sem ter medo de errar o caminho. Mas sim de está desbravando nosso mundo. É um dos meus sonhos, viajar e pode atravessa sem lugar marcado, deixando a minha vontade me levar pra onde os meus olhos apontarem e o coração mandar. Pedi que uma amiga (verônica) nos contasse um pouco sobre sua história de vida em viajem aventureira. Esse nos ensinar a gostamos de Si próprio e a valorizar-se a todo o tempo. Vamos ao seu relato.

Relato de Verônica

bandeira brasil

“Eu, minha mochila e o mundo.

Tudo começou com meus pais que são maranhenses e emigraram para São Paulo no final da década de 60.

Nas férias de meu pai sempre íamos para o nordeste de avião ou de carro. Criança gosta de avião, mas tinha algo mais aventureiro quando íamos de carro. Minha mãe levava garrafas de água e comida em potes plásticos nos pés, para que não precisássemos parar para comer. Afinal, eram 3 dias de viagem. Viajávamos por aproximadamente 12 horas/dia e fazíamos paradas só para dormir em cidades estratégicas.

Meus pais sempre permitiram que eu fizesse passeios com a escola e isso me fazia mais independente, mais segura, sem a “proteção paterna”. É muito gratificante para o crescimento a aquisição desta confiança em si. Saber que no final você se vira sozinho.

Minha família é de classe média, sendo que meu pai fez alguns sacrifícios para que suas filhas (somos duas) desfrutassem do conhecimento e da liberdade ofertada pelo mundo. Estudamos línguas, viajamos com certa frequência pelo Brasil, já que nossa família está espalhada pelo País e, inventamos de passear além-mar.

A primeira vez foi para os EUA, numa excursão. Mas eu já brigava com minha mãe porque sabia que ia sair muito mais caro, que teria menos liberdade. Eu poderia viajar sozinha com minha “experiência”. Não adiantou. Fui eu e uma amiga, a Isabella, para California, Arizona e depois Flórida, numa excursão. Tínhamos 18 anos. Foi bom, mas não foi. Poucos meses depois, minha irmã decidia viajar para lá também e queria minha companhia. Fomos com um malão e “malamos” por 2 meses. Queria bater na minha irmã quando vi a sacolona de rodinhas que ela tinha comprado. Imaginem que rodamos a California e Nova Iorque, cada uma segurando em uma alça daquele trambolho que ainda fez a gentileza de perder uma roda na descida de um ônibus. Bem, isso não foi um problemas realmente. A viagem foi inesquecível. Tivemos outras.

Pois é. Comecei assim. Daí seguiram diversas viagens pelo Brasil com uma mochilinha. Funcionava muito bem.

Aos 26 anos fui contratada por uma empresa que me dava a possibilidade de guardar pequena parte do salário durante quase um ano para realizar minha primeira viagem para fora do país sozinha. Comprei uma mochila de 70 litros e outros apetrechos.

Fiz meus cálculos, vi que já tinha dinheiro suficiente para gastar com as necessidades diárias (experiência da viagem aos EUA com minha irmã) e saí divulgando aos meus amigos com felicidade que faria minha jornada de 5 semanas pela Europa. Minha escolha foi feita por curiosidade de ver o carnaval de Notting Hill(que eu não vi), o País de minha banda de Rock preferida, o QUEEN, Giants’ Causeway, na Irlanda, que tinha visto em um programa de viagem e o Mont Saint Michel, um mosteiro no meio das águas da Britânia, em Cancale, França. Uma amiga, a Camila, pediu para ir junto.

Camila disse que ficaria só duas semanas e que me acompanharia por onde eu fosse. Ela conhecia alguns lugares onde eu iria e tinha uma amiga em outro, onde poderíamos gastar menos com estadia. Passadas as duas semanas, Camila voltou para o Brasil e eu fiquei sozinha em Edimburgo, Escócia. Interessante que é muito bom ter companhia. Você tem alguém que fala sua lingua, que te acompanha e comenta sobre tudo com você. É uma segurança. Um apoio. Como será ficar num mundo onde não falam sua lingua, os costumes são diferentes e você não tem precisamente a quem recorrer caso haja algum problema? Não pensei nisso. Deixei a Camila na rodoviária e comecei a explorar a cidade. Não tinha tempo pra essas preocupações. Era muita emoção pra mim estar tão independente.

Eu tinha um mapa gigante com os países que exploraria e o abria no chão do quarto do albergue para fazer meu roteiro, conforme seguiam os dias. Havia decidido mais ou menos o que queria fazer, mas sempre conhecia alguém que me dava dicas e me fazia mudar de idéia. Um dia estava no trem voltando para Londres e uma sombra gigante cobriu meu lado esquerdo. Era um belíssimo castelo. Levantei-me, pus a mochila nas costas e desci na estação seguinte. Lógico que fui visitar o castelo! Nem sabia onde eu tava. Não importava. Tudo que eu sabia é que podia decidir tudo na hora. Podia comer quando quisesse, descansar o quanto quisesse e visitar os lugares que quisesse. Isso nos limites de minhas possibilidades. Como andar não dá prejuízo, andava muito e via coisas maravilhosas. A cada lugar novo agradecia Aquele que me permitiu existir, e pensava: tenho que fazer o melhor da minha vida; é tudo o que tenho.

Minha mochila foi pesada e voltou ainda mais pesada. A internet ainda não era tão maravilhosa, globalizando economicamente todo e qualquer consumo o que me obrigou a comprar alguns filmes e livros. Também levei 2 dicionários que não usei. Se você sabe falar uma língua razoavelmente, não se preocupe com eles. Gesticule. Se você não sabe a língua, pegue na internet um dicionário de palavras e frases básicas. Será menos peso e mais facilidade de comunicação para você.

Esta foi uma viagem que realmente transformou algo em mim. Tudo na minha vida ganhou uma nova dimensão. Mais importância. O mundo tem muito a ensinar para fazer nossa vida mais proveitosa. O respeito pelos diferentes tipos humanos, pelo ambiente, pela sociedade em si. Os projetos deveriam ser concluídos. Deveria fazer as coisas acontecerem e percebi que tudo dependia somente de uma coisa: meu empenho. Nós somos suficientes para realizar nossos projetos e devemos dividir nossas descobertas com todos para que as pessoas sejam mais realizadas, e consequentemente, mais satisfeitas e felizes com suas vidas. Nada que você fizer visando somente satisfação pessoal terá bons frutos. Faça tudo visando o bem maior. Parece tolice, mas é a realidade que ninguém quer aceitar. Se o mundo fosse mais franciscano teríamos mais amor, amizade, união e desprendimento das tantas coisas desnecessárias pelas quais tantos se matam.

Espero lançar no começo deste ano meu livro sobre mochileiros independentes. MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO, pela Editora Montag. Parece redundante, mas não é. Existem programas de mochilão, grupos que vão mochilar e existe o mochileiro solitário, até que ele encontre muita gente em sua jornada. Este é o mochileiro independente.

Também arrastei pra o mundo dos mochileiros um jovem rapaz que se tornou um bom amigo e que acredito que realizará grandes coisas em sua vida. O Eber Guni. O rapaz realmente teceu sua mochila em suas costas e não desgruda mais dela. Seu empenho para a propagação da palavra e do feito liberdade é tão forte que já abriu duas comunidades no ORKUT sobre mochilão e mochileiros e tem mais surpresas por vir. Estou com minha mochila ao lado dele nessa empreitada.

Os mochileiros se ajudam, se agrupam, se cumprimentam pelo mundo como se fossem uma irmandade, como se conhecessem de outros lugares, de outros tempos. Trocam experiências, saudades, dicas. São amigos instantâneos dando o que tem de melhor de si para o outro, tornado qualquer encontro agradável. Inesquecível.

As mochilas se veem de longe. É um sinal, um símbolo daquele que segue subsistente, independente e, acima de tudo, feliz. Nem a fadiga de suportá-la por horas nos dá aversão. Queremos tê-la junto de nós. Queremos expô-la com todos os seus equipos, suas memórias, suas bandeiras, seus rasgões, seus zipers, cadeados, pedaços de roupa ou sandálias do lado de fora. Nos entendemos. Sim. É uma relação de cumplicidade, de apoio entre mim, a mochila e o mundo.

Grandes realizações a todos os viajantes.”

V for Verônica

Espero que todos tenham gostado… sugira novas matérias

Abraços a todos .

Fonte: Cidylan

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1 COMENTÁRIO

  1. Gostaria…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..que empre fosse assim……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

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