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A Economia e o Comércio

A economia do Canadá é uma das mais brilhantes do mundo. Totalmente integrado no sistema internacional, o Canadá é a oitava maior nação comercial entre as economias industrializadas e um parceiro ativo em investimento internacional.

A economia do país, em 1993, cresceu cerca de 2,4% e o Governo esperava expandi-la a 3.5% em 1994. Apesar de apresentar algumas elevações no começo de 1994, as taxas de juros alcançam baixas históricas. Isto é o reflexo de uma economia estável que, sustentada pela moderação nos salários e ganhos produtivos, é capaz de conceber um crescimento não inflacionário sustentado.

O Canadá é uma nação comercial. Cerca de 29.3% da produção total de alimentos e serviços do país são exportados, a maior parte para os Estados Unidos, que é o maior mercado do Canadá, absorvendo 80.3% das exportações canadenses em 1993, e fornecendo 73% das suas mercadorias importadas. Em 1993, as exportações para os Estados Unidos aumentaram em 20%, enquanto as importações dos Estados Unidos cresceram 18%, o que faz o Canadá e os Estados Unidos, reciprocamente, importantes parceiros comerciais .

Em 1993, as exportações para outros países chegaram a $187.3 bilhões, crescendo $ 24.7 bilhões ou 15.2% em relação a 1992. Este foi o maior crescimento de um ano em relação a outro, desde 1994. As importações totais cresceram $ 21.5 bilhões ou 14.5% em 1993, atingindo $ 169.5 bilhões.

A Evolução da Economia Canadense

Embora o Canadá seja conhecido como uma rica fonte de matérias-primas e produtos primários, como o trigo, petróleo, madeira e minerais, nos últimos anos, a estrutura da economia do país vem mudando.

Durante os últimos vinte e cinco anos, as exportações de recursos naturais têm se tornado uma parte menos importante do comércio do Canadá, representando cerca de 20% das exportações atuais, contra os 40%, em 1963. Menos de 5.6% da mão-de-obra estão na indústria primária, contra 13%, em 1963. Uma tendência semelhante tem sido observada no setor industrial.

Como em muitos outros países industriais, tem havido uma mudança no mercado de trabalho em direção às indústrias de serviços (inclusive serviços comunitários, comerciais, pessoais), que hoje, empregam dois terços da força de trabalho canadense. Ao mesmo tempo, o crescente papel das atividades baseadas em conhecimento, tanto dentro das indústrias existentes, como em atividades auto-sustentáveis, tem pressionado as indústrias e governos a fortalecerem o treinamento profissional e a promoverem a aquisição de conhecimentos adequados às exigências tecnológicas.

Investimentos

O Canadá é um país atraente para se investir. Oferece acesso a um ambiente comercial estável, a uma mão-de-obra qualificada e à tecnologia superior.

Em um período de desregulamentação, quando a maior parte dos mercados domésticos financeiros tornaram-se mais abertos ao capital estrangeiro, grandes importâncias de fundos internacionais têm sido atraídos pelas condições oferecidas pelo mercado financeiro canadense.

As taxas de crédito de Pesquisa e Desenvolvimento são flexíveis e generosas. Na média, cada dólar investido em Pesquisa e Desenvolvimento custa apenas $ 0.44, substancialmente mais barato do que nos Estados Unidos.

O Canadá não só oferece o melhor tratamento à Pesquisa e Desenvolvimento, mas também as mais baixas taxas corporativas dentre os países do Grupo dos Sete (grupo formado pelos sete principais países industrializados – Canadá, França, Itália, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos).

De 1970 a 1990, o Canadá obteve a mais rápida taxa de criação de novos empregos dentre os países do G-7, enquanto a sua inflação não chega a 2% ao ano, a menor dentre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Os canadenses se orgulham da cobertura universal proporcionada por seu sistema de saúde, que oferece a todos, ricos e pobres, acesso à assistência de alta qualidade.

A assistência médica é oferecida a um custo substancialmente mais baixo do que nos Estados Unidos, onde muitos não possuem seguro saúde.

Em 1991, o custo total da assistência médica no Canadá chegou a $ 40.5 bilhões ou quase 10% do produto nacional bruto do país (ou US$ 2.140 per capita), com mais de 70% do seu total sendo gasto pelo Governo. Os Estados Unidos gastaram 13.2% do seu produto nacional bruto em saúde (US$ 2.867 per capita).

As principais fontes de investimento estrangeiro no Canadá vêm dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Alemanha. O fundo de investimento estrangeiro direto no Canadá chegou a $ 145.9 bilhões em 1993, comparado a $ 114.9 bilhões em 1988, o período anterior ao Acordo de Livre Comércio entre Canadá e Estados Unidos. Quase 64% do fluxo de investimentos estrangeiros entre 1989 e 1992 tiveram origem nos Estados Unidos.

Devido ao NAFTA (Acordo de Livre Comércio Norte-Americano), os investimentos canadenses têm acesso preferencial e seguro tanto nos Estados Unidos quanto no México. Além de proporcionar a entrada de capital na economia, o investimento no Canadá está trazendo consigo novas tecnologias, novas potencialidades na pesquisa, novos tipos de trabalho e novas habilidades técnicas e gerenciais.

O Mercado de Trabalho

Dentre o Grupo dos Sete, o Canadá registrou o segundo melhor desempenho econômico em 1993. Do mesmo modo, no cenário do mercado de trabalho, somente o Canadá e os Estados Unidos registraram um aumento na taxa de empregos em 1993 (1.2% e 1.5%, respectivamente).

O mercado de trabalho voltou a se aquecer, após um período de recessão e lenta recuperação (1990-92), que ocasionou o desemprego. Em 1994, a taxa de desemprego mostrava sinais de baixa.

Assim como em outros países do Grupo dos Sete, a taxa de desemprego entre os jovens canadenses é alta, cerca de 18% em 1993. A fim de ajudar os jovens a se prepararem para os desafios do mercado de trabalho dos anos 90 e da nova economia global, o Canadá lançou o Estratégia de Emprego e Aprendizado para Jovens, que ajudará os jovens a fazerem uma transição de sucesso da escola ao mercado de trabalho permanente.

GATT: O Acordo sobre o Uruguay Round

Em 15 de abril de 1994, o Canadá assinou o Ato Final do Gatt (Acordo Final sobre Tarifas e Comércio), concretizando os resultados do Uruguay Round sobre negociações comerciais multilaterais. Sujeito à aprovação do Parlamento, a assinatura do Ato indica que o Canadá aceita totalmente os resultados das maiores e mais complexas negociações comerciais já empreendidas. Cerca de 120 países se comprometeram a baixar ou eliminar tarifas e outras barreiras comerciais.

O Round fundou a Organização Mundial de Comércio (WTO), dando ao Canadá e à comunidade internacional um novo e poderoso veículo de combate ao protecionismo e de promover o livre comércio. O Canadá teve um papel crítico ao propor e desenvolver o conceito para o WTO, que deveria entrar em vigor em 1º de janeiro de 1995.

Os resultados do Uruguay Round virão aumentar substancialmente o acesso canadense ao mercado europeu e aos mercados em rápida ascensão da região ásia-Pacífico e latino-americana.

O NAFTA

O comércio com os outros países é crucial para a prosperidade do Canadá. Um quarto da produção depende do comércio internacional.

O Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (NAFTA) com os Estados Unidos e México entrou em vigor em 1º de janeiro de 1994. O acordo aumenta o acesso destes países aos produtos e serviços canadenses e garante a posição do país como local preferencial para investidores procurando servir a todo o continente norte-americano.

As tarifas entre o Canadá e os Estados Unidos foram extintas em 1998. A redução, por 10 anos, da maioria das tarifas com o México está a caminho. O NAFTA também proporciona um acesso maior para as indústrias de serviço e permite maior mobilidade para aqueles que viajam profissionalmente ou a negócios pelos países do NAFTA.

A União Européia

Os países da União Européia constituem, todos juntos, o segundo maior parceiro comercial e de investimentos do Canadá. Depois dos Estados Unidos e Japão, sete das dez principais exportações destinavam-se à Europa, em 1993.

A União Européia é o maior importador do mundo, com importações de US$ 726 bilhões em 1992. O comércio de mercadorias com a Europa superava os $ 32 bilhões em 1993, sendo responsável por quase 10% das exportações e 12% das importações.

As matérias-primas representaram apenas 17% das exportações do Canadá para a União Européia em 1993. Mais de 75% das exportações para a União Européia são produtos finais ou bens manufaturados.

Ao lado do Japão e Estados Unidos, os maiores parceiros comerciais do Canadá são o Reino Unido e a Alemanha. Em 1993, as exportações para o Reino Unido totalizaram $ 2.8 bilhões, enquanto as importações do Reino Unido foram de $ 4.4 bilhões. Durante o período de 1989 a 1993, as exportações para a Alemanha aumentaram em 23%, enquanto as importações baixaram 6.4%.

Em 1993, cerca de 23% do investimento estrangeiro direto feito no Canadá veio da Europa, enquanto os canadenses investiram quase $23 bilhões na Europa.

A Região ásia-Pacífico

Os laços comerciais com os países da região ásia-Pacífico estão se tornando cada vez mais fortes e diversificados. Nesta região, estão muitas das economias em rápida ascensão do mundo.

A região foi o mercado de destino para mais de $ 16.6 bilhões das exportações canadenses, em 1993. As importações daquela região foram de aproximadamente $ 25.1 bilhões. O envolvimento comercial a longo prazo será importante para as empresas canadenses, no sentido de se manter e expandir o mercado. A fim de administrar estas importantes relações, o Governo tem participado ativamente das organizações regionais. O Canadá é membro do APEC (Cooperação Econômica da região ásia-Pacífico), que delibera sobre as questões econômicas e comerciais da região.

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) compreende a Tailândia, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei e as Filipinas. Como um grupo coeso, tais países estão entre os dez principais mercados de exportação do Canadá. Com uma população de 337 milhões, o PNB da ASEAN é igual à metade do PNB chinês.

O Canadá está empreendendo importantes iniciativas de modo a expandir o seu comércio com mercados específicos. Em maio de 1993, o Ministro do Comércio Externo lançou o Plano de Ação para o Japão, um empreendimento conjunto com o setor privado, a fim de alertar a indústria para as condições mutantes, encorajar a adaptação de produtos e auxiliar na promoção dos mesmos. Em 1993, o Japão comprou $ 8.5 milhões das exportações do Canadá, um aumento de 13% sobre os anos anteriores.

A China foi o sexto maior parceiro comercial do Canadá em 1993. Espera-se que as exportações continuem a crescer. Existem oportunidades para o desenvolvimento da infra-estrutura e telecomunicações, encorajando joint-ventures industriais e a expansão de mercados.

O Futuro

Os mercados mundiais estão em transformação e oferecem variadas oportunidades de comércio, tecnologia e investimentos para a economia canadense. O desenvolvimento econômico internacional e o fluxo de investimentos vão cada vez mais afetar a vida dos canadenses e ditar o passo para a mudança econômica global.

O setor de exportações tem sido recentemente o elemento mais dinâmico a estimular o crescimento econômico do país. Os setores em ascensão para as exportações canadenses incluem produtos químicos, equipamentos de comunicação, informática (softwares) e serviços especializados.

O comércio continua a figurar significativamente na criação de novos empregos. Isto significa que cada $ 1 bilhão de novas exportações pode ser traduzido em cerca de 9000 empregos. Ao mesmo tempo, o bom gerenciamento monetário e fiscal, incluindo uma abordagem eficaz e balanceada no controle dos gastos do Governo continuará a assegurar que o Canadá continue a ser um lugar atraente para investimentos e comércio.

Com seus grandes recursos naturais, mão-de-obra qualificada e modernas fábricas, o Canadá, como uma sociedade industrial de moderna e de alta tecnologia, tem excelentes perspectivas econômicas para o futuro.

Textos preparados pelo Consulado Geral do Canadá em São Paulo – Ministério de Relações Exteriores e Comércio Internacional do Canadá

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