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Dicas para economizar durante uma viagem internacional

Existem alguns hábitos que os turistas insistem em repetir na crença de que estão economizando quando na verdade ocorre o contrário. Conheça alguns dos mitos que nem sempre devem ser levados ao pé da letra na hora de viajar.

“Trem é mais barato do que avião”

Um dos erros mais comuns de viajantes iniciantes (e de outros nem tão iniciantes assim) é comprar a passagem aérea só até o ponto mais próximo do Brasil e fazer o resto do trajeto todo de trem, achando que está economizando horrores. Não é assim.

A Caminho dos Alpes foto do Amigo Sérgio Trotta
Foto: Sérgio Trotta

Quando fazem parte de uma passagem intercontinental, os trechos “internos” saem uma “pechincha”, e muitas vezes conseguem ganhar até dos passes de trem (principalmente se você já passou da idade dos descontos, geralmente, 26 anos). Por exemplo: se você vai à Europa e quer fazer até quatro escalas, seguramente fazer todo o percurso de avião sai mais barato do que de trem.

Outra cochilada que acomete muitos viajantes é descer do avião na capital, quando seu destino é uma cidade do interior que também tem aeroporto: na imensa maioria dos casos, a milhagem da sua passagem daria direito de ir até esta cidade sem custo adicional. (A “extravagância” de ir de avião até o destino final, além de não custar nada, pode lhe poupar uma viagem de trem ou uma diária de carro alugado.).

“Dormir durante as viagens de trem economiza o dinheiro da hospedagem”

É a chamada “síndrome de Eurailpass”. O sujeito descobre que pode economizar noites e mais noites de hotel aproveitando seu passe para cruzar e recruzar a Europa em trens noturnos.

Fazer a mesma viagem a bordo de um asno não seria uma ideia menos inteligente. Um Intercity entre Viena e Paris é tão desconfortável quanto um Itapemirim entre São Paulo e Quixadá.

Sem falar que, enquanto para você uma noite sem banho é apenas uma noite sem banho, para seus companheiros europeus de cabine pode ser a terceira ou quarta (e no inverno, janela fechada é batata).

Dedique toda essa energia mochileira e esse inquebrantável espírito muquirana para contatar – do Brasil e com antecedência – os melhores albergues nas cidades onde você pretende ficar.

“Alugar um carro é a melhor opção para conhecer várias cidades”

Uma das maiores pechinchas turísticas na Europa pode ser fazer um leasing de carro zero quilômetro na França (qualquer coisa tipo US$ 500 para 21 dias de uso). Tudo vai depender do tipo de viagem que você faça. Se for para explorar regiões interioranas, ótimo. Agora: se for para zanzar de um extremo do continente a outro e voltar, esqueça.

Por mais que você goste de dirigir, passar metade da sua viagem atrás do volante em auto-estradas é no mínimo perigoso, e exageradamente cansativo. Você começa se achando um Niki Lauda e acaba se sentindo o próprio caminhoneiro.

Além disso, dirigir em cidade grande só é aconselhável num caso: como terapia para você começar a achar o trânsito da sua cidade ótimo. Nesses casos encoste o carro na garagem (se seu hotel não tiver, deixe num estacionamento seguro e livre-se desse peso).

“Táxi é um luxo dispendioso”

Andar de metrô e ônibus é civilizado, saudável e super válido – principalmente para nós, brasileiros classe média, que desenvolvemos alergia a transporte público dentro do território nacional. Agora: sem exageros.

Existem duas viagens de táxi que são sagradas, mesmo para o mais duro dos turistas: o táxi pós-aterrissagem no exterior e o táxi pré-volta ao Brasil. Nem o mais pestilento dos vira-latas merece amanhecer num aeroporto gélido de um país desconhecido, depois de uma viagem-pesadelo de 11 horas na classe econômica, e ter que se virar para encontrar seu hotel naquele emaranhado de linhas de metrô.

A mesma coisa na volta: melhor pagar promessa subindo de joelhos a escadaria da Penha do que arrastar seu excesso de bagagem pelo excesso de baldeações de metrô entre seu hotel e o aeroporto. Faça assim: acrescente mentalmente 100 dólares ao preço da sua passagem; assim ela passa a incluir o táxi da ida e o da volta.

Claro que, se você for fazer muitos trechos de avião, esse monte de taxizinhos para ir e taxizinhos para voltar podem acabar triplicando o preço da sua passagem. Neste caso, faça o seguinte: vá de trem ou de metrô do aeroporto até a estação onde você teria que fazer a primeira baldeação e só então tome o táxi. Na volta, faça o contrário: vá de táxi até a estação onde você faria a última baldeação. Assim você não gasta uma fortuna nem precisa ficar carregando mala para cima e para baixo.

“Contratar agente de viagens é gasto supérfluo”

Muita gente pensa que eliminando o agente de viagem vai pagar menos pelas passagens ou diárias de hotel. Não mesmo: pelo menos por enquanto, os agentes de viagens são remunerados pelas companhias aéreas e hotéis, que dificilmente revertem as comissões de agente em descontos para o turista.

Se você faz tudo sozinho, acaba tendo todo o trabalho, e paga no mínimo o mesmo preço que pagaria via agência. Um bom agente faz por você a pesquisa de preços de passagens, e pode conseguir diárias mais baratas do que seriam oferecidas a você pelos hotéis.

Sem falar que só através de uma agência de viagens você tem acesso aos pacotes de passagem e hotel que às vezes saem mais baratos que a própria passagem comprada no balcão da companhia aérea. (Para conseguir preços melhores que os do seu agente, você tem que se dirigir a um outro agente – e nos Estados Unidos: um “consolidator”: tipo de agência que faz mega compras de diárias de hotel e assentos de avião com mega descontos, e repassa parte dos descontos para o consumidor).

 Como planejar uma viagem

É preciso lembrar que planejar a viagem não é apenas pensar nos lugares a serem visitados e na lista de encomendas dos amigos. É preciso tomar uma série de atitudes antes mesmo de comprar a passagem para economizar tempo e dinheiro nas suas férias.

1. Planejar a viagem com antecedência, com isso consegue-se economizar em tarifas aéreas e às vezes até em hotéis. Alguns meses antes começar a aplicar dinheiro para a viagem.

2. Pesquisar na internet que, com a sua infinidade de sites, oferece opções de pacotes e roteiros para todos os bolsos e gostos.

3. Buscar as melhores opções em guias especializados. Nestes casos os próprios autores já dão diversas dicas, inclusive quando a questão for economizar.

4. Evitar “picos de alta temporada”. Procurar viajar na “baixa”, com tarifas de hotéis e vôos mais baratos.

5. Quando for escolher a agência de viagens a ser contratada, informe-se no PROCON sobre a existência de processos contra e empresa, e busque informações sobre as suas condições financeiras. No caso de empresas grandes, até a cotação das ações no mercado pode indicar perigos de falência ou concordata.

6. Desconfie de pacotes com preços muito abaixo dos praticados no mercado. Em geral, esses pacotes acabam não cumprindo tudo o que prometem.

7. Faça planos internacionais de saúde, pois uma eventualidade médica pode não apenas estragar sua viagem, mas também acabar com a sua poupança.

8. Ao se planejar financeiramente, deixe um bom dinheiro reservado para imprevistos, cancelamentos etc. Nunca viaje com o dinheiro contado.

9. Providencie óculos e outros aparatos necessários extras, pois ficar sem eles pode causar grandes transtornos.

10. Prepara-se fisicamente para a viagem, principalmente se tiver que caminhar muito, subir morros, etc: faça uma dieta preventiva e comece a praticar alguma atividade física leve, caso esteja sem se exercitar a algum tempo.

11. Se a viagem parecer mais cara do que você pode pagar, não se arrisque: opte por um roteiro mais barato. Afinal, os imprevistos sempre acontecem.

Viagens Internacionais

1. Antes de tudo, informe-se sobre os costumes, as leis e as condições de visto de entrada para turistas no país que pretende visitar. A maioria dos países exige visto que deve ser obtido nos consulados instalados no Brasil. Providencie com toda a antecedência a regularização do passaporte e os cartões de crédito internacionais.

2. Verifique a legislação do país quanto a aluguéis de carros, celulares e outras necessidades. Se você pretende dirigir no país visitado, solicite no Detran de sua cidade a Carteira Internacional de Habilitação.

3. Providencie autorizações de viagem internacional para os menores de idade. Menores desacompanhados, ou mesmo acompanhados de apenas um dos pais, precisam ser liberados pela Justiça e pela Polícia Federal.

4. Providencie o endereço do consulado brasileiro de cada país que pretende visitar,ao lado você pode encontrar o endereço de alguns consulados e embaixadas, pois esses endereços nem sempre são fáceis de encontrar.

5. Faça exames médicos e compre todos os remédios necessários. Lembre-se também de levar a caixinha do remédio e receita (de preferência, traduzida para o inglês).

6. Não aceite encomendas difíceis de seus amigos. Em geral, tais encomendas dão trabalho e gastos extras.

7. Faça uma procuração em nome de um familiar que vai ficar no Brasil, para o caso de você ter algum problema durante a viagem.

No aeroporto

1. Para não perder o voo, chegue sempre com uma hora de antecedência nas viagens nacionais (salvo quando for solicitado outro horário de antecedência) e duas horas para viagens internacionais.

2. Faça o check-in (apresentação ao balcão da companhia aérea) assim que chegar ao aeroporto. Desta forma você pode garantir seu lugar no avião, caso haja overbooking – venda de maior número de assentos do que a capacidade do avião –, e despachará as malas, ficando livre desse “peso.”.

3. Se você perder o avião, dirija-se ao balcão da companhia aérea, remarque seu bilhete – algumas companhias cobram multa de no show (não embarque) – e aguarde o próximo voo. Os voos charters – não regulares – não dão direito à remarcação do bilhete, ou seja, “se perder, perdeu”.

4. Tenha à mão uma fotocópia do bilhete e o telefone da agência onde você o adquiriu, pois em caso de perda ou roubo você pode cancelá-lo no balcão da companhia e apresentar a fotocópia. Peça auxílio ao seu agente de viagem.

5. Guarde sempre o ticket de despacho da bagagem, pois é o único comprovante que lhe assegura algum reembolso em caso de perda ou extravio. Se você puder, faça um seguro de bagagem.

Ao chegar ao seu destino, no momento que pegar sua bagagem na esteira do aeroporto, verifique se está do jeito que foi deixada no balcão da companhia aérea. Se houver alguma irregularidade, comunique imediatamente à companhia, para pedir indenização.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Muito verdade.
    A Inglaterra, como exemplo, é uma facada se cruzada de trem. ônibus é mais em conta. Já a Itália é muito barata de trem.

    Mas tb tem a vibe do trem, a emoção do percurso. Apesar do Mochileiro economizar, em partes, não deve perder algumas oportunidades de gastar um pouco mais e apreciar algumas viagens cênicas de trem. Pesquisar preço e possibilidades de belas vistas vale a pena.
    E tb tem as viagens noturnas q podem ser caras em trem leito, mas tb incluem a soma da estadia. Então os cálculos tem q ser bem feitos.

    Uma coisa q vale acima de tudo é: O q é mais importante para o viajante: o percurso, ou chegar ao seu destino?

    Sorte pra todos.

    V for Verônica

  2. Na Europa o preço das passagens de trem e de avião sobem ou descem como uma gangorra. Quando o trem está caro o avião está barato, então, verifique o que será mais barato à época de sua viagem.

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