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África do Sul – Cape Town, Papai Noel trocou o trenó por um caminhão.

Final de ano é época de botar o pé na estrada e viajar, certo? Muita gente vai dizer que sim. Porta malas lotado, todos prontos para encarar horas de trânsito, falta de água e filas intermináveis na padaria. É o sonho paulistano de passar o Reveillon na praia. Pode ser Guarujá, Praia Grande, Gonzaga ou litoral norte. Mudam os destinos, mas o stress é o mesmo. Se você cansou de tudo isso e de fazer churrasco todo dia pro seu sogro, temos uma ótima dica para sua viagem de fim de ano.

Como não poderia deixar de ser nossa viagem de fim de ano inesquecível foi durante nosso mochilão de Volta ao Mundo. Exatamente no dia 23/12/2008 fomos apresentados a Cape Town e ela nos disse: muito prazer. O termo “apresentados” cabe como uma luva já que a cidade que está entre nossas cinco favoritas no mundo, tem alma própria de um ser humano. Sua personalidade pode ser descrita como vibrante e contagiante. Quatro dias passaram tão rápido que até hoje nos arrependemos de não ter ficado mais. Só pra se ter uma ideia são 43 diferentes atrações inesquecíveis para o turista. Para conhecer o que foi a casa de Mandela por 18 anos e boa parte da história do Apartheid reserve seu passeio a prisão de Robben Island com antecedência. O cartão postal da cidade também é ponto obrigatório. Você pode subir a Table Mountain pela trilha ou de teleférico. Já bateu um papo de perto com pinguins? Não, então converse com eles ao pé do ouvido na Boulders Beach. O Cabo da Boa Esperança que tanto conhecemos das aulas de história fica no Table Mountain National Park. Comprar e passear a noite tem que ser no V&A Waterfront. Além de tudo isso você pode provar alguns dos melhores vinhos do mundo em Stellenbosch ou mergulhar com tubarões nos gelados mares da região.

Conversando com pingüins

 

Vista da Table Mountain

 O Natal ficou para trás e agora é hora de pensar no Reveillon. Dia 26/12/2008 partimos para uma super aventura no caminhão do papai Noel. Sim, para nós ele trocou o trenó por um caminhão. Um caminhão modificado com uma incrível estrutura para nos abrigar durante 25 dias no nosso overland tour pela Mama África. Na primeira noite de tour um super jantar com direito a degustação de vinhos. Logo entramos na Namíbia, país de uma beleza exuberante e proporcional a sua obscuridade. Nos aproximando do segundo maior canyon do mundo (Fisher River Canyon) ficamos boquiabertos com a imensidão do vale, com o estranho formato da árvore Quiver e com os primeiros animais avistados: zebras. Quando pensamos ter alcançado o ápice das belezas naturais chegamos ao Deserto de Sossusvlei. Para encurtar a conversa, simplesmente o lugar mais bonito do mundo em nossa opinião, basta ver as fotos. Montanhas de pedras empilhadas com um por do sol de tirar o fôlego é Spitzkoppe. A beleza era tanta que um dos integrantes do nosso grupo declarou ser amor pelo país no para choque do caminhão. O tempo voou e o dia 31 bateu a nossa porta. Passamos a virada na cidade de veraneio de Swakopmund, conhecida como capital dos esportes radicais da Namíbia. O Reveillon na África não poderia ser nada menos do que exótico. No jantar carne de kudu ou springbok (criados em cativeiro com controle governamental) e contagem regressiva na praia, mas sem o stress mencionado no primeiro parágrafo. Este país que tanto amamos estava ficando para trás, mas a cereja do bolo ficou pro final. Foi no Etosha National Park que pela primeira vez vimos uma infinidade de animais na natureza, mas a emoção bateu mais forte ao ver ao vivo e a cores uma leoa caçando uma girafa. Nos sentimos em um documentário do National Geographic, história para contar para os netos.

Imensidão do vale em Fish River Canyon
Imensidão do vale em Fish River Canyon

 

A beleza inconfundível de Sossusvlei
A beleza inconfundível de Sossusvlei 

 

O amor a Namíbia é contagiante
O amor a Namíbia é contagiante
Etosha – zôo a céu aberto
Etosha – zôo a céu aberto

Nosso felicitômetro já batia recordes de alegria quando entramos na tão ou mais desconhecida Botswana. No Deserto do Kalahari passamos uma manhã conhecendo mais de perto outra atração do National Geographic: os bushman que fazem fogo só com gravetos de madeira. Nos aventuramos com nossos mokoros (canoas de madeira) chegando bem próximos aos hipopótamos no maior delta interior do mundo, o Delta do Okavango. Nosso segundo parque nacional foi o Chobe, com seus milhares de elefantes. Aliás, Botswana ficou marcada para gente como a terra do elefante. Eles podiam ser encontrados na beira das estradas feitos cachorros vira-latas ou bebendo água da piscina do nosso camping em Martins Drift.

Bushman
Bushman

Impalas no Chobe National Park
Impalas no Chobe National Park
Elefante se dirigindo a piscina do camping
Elefante se dirigindo a piscina do camping

 Nossa passagem pela Zâmbia foi relâmpago, mas vivemos dois dias tão intensos que parecem ter sido semanas de convivência com este país de povo super amistoso. De cara fomos surpreendidos pela força das Cataratas Vitória. O que de longe é uma cortina de gotículas de água que se misturam com as nuvens, de perto é uma ducha a céu aberto. Esta característica peculiar que invariavelmente encharca todos os visitantes lhe rendeu o apelido de fumaça que troveja. É inevitável que a comparação com Iguaçu venha a cabeça. Mais estreita, as Cataratas Vitórias aparentam ter um volume de água muito maior, pois a água sem ter para onde escoar acaba fugindo para o céu e pousa mansamente nas capas de chuva dos turistas. Ainda na Zâmbia vivemos uma de nossas aventuras mais radicais, o rafting pelo rio Zambezi. Corredeiras níveis V e VI por duas vezes nos fizeram sair do bote e caminhar pela margem. Mesmo assim a adrenalina foi ao máximo quando o bote virou e tivemos que gastar uma das nossas sete vidas nesta oportunidade. Para os mais radicais ainda tem o bungee jump da ponte que divide Zâmbia e Zimbabwe ou a caminhada com leões. Para quem não curte tanto adrenalina recomendamos um pacato sobrevoo das cataratas em helicóptero.

A força das águas nas Cataratas Vitória
A força das águas nas Cataratas Vitória

  De lá apontamos a proa do caminhão do Papai Noel para o sul e a volta a África do Sul já deixava um gostinho de fim de viagem e claro de saudade. Não sem antes passar novamente pela Botswana e conhecer o famosíssimo Kruger Park em território sul africano.

Brasileiros não precisam de visto para visitar África do Sul, Namíbia e Botswana. O visto da Zâmbia pode ser tirado na fronteira. Esta viagem não tem contra indicações. Posologia: pelo menos uma vez na vida. Prazo de validade: para sempre em suas memórias.  Reações adversas: euforia e extrema felicidade. O uso contínuo de viagens pela África pode causar Africanite (dependência crônica das belezas naturais e culturais deste continente encantador).

Quem se apaixonou pela África lendo este post e quiser saber mais detalhes de como funciona um overland tour, empresas que oferecem este serviço, preços e afins, basta entrar em nosso blog  e deixar uma mensagem para gente. Teremos enorme prazer em ajudar.

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