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Transporte de animais em viagem

Em época de férias muitas famílias deparam-se com um problema: o que fazer com o animalzinho de estimação?! Se o auxílio de amigos que se dispõem a alimentar e dar água ao bichinho ou mesmo os hotéis especializados na tarefa forem descartados, a única saída é levá-los na viagem.

Na legislação das companhias aéreas “animais domésticos” restringem-se a cães e gatos, mas consta que “os animais vivos poderão ser transportados em aeronaves não cargueiras, em compartimento destinado a carga e bagagem”.


De acordo com o artigo 46º da regulamentação para transporte aéreo de passageiros/doméstico, aprovada pela portaria n° 676/GC, de 13 de novembro de 2000, “o transporte de animais domésticos (cães e gatos) na cabina de passageiros poderá ser admitido, desde que transportado com segurança, em embalagem apropriada e não acarretem desconforto aos demais passageiros”.

Se você vai viajar de avião, tem de verificar as normas da companhia aérea de sua preferência. Os animais de estimação podem viajar na cabine, debaixo do banco de passageiro ou no porão, desde que não façam barulho e não criem tumulto a bordo. As condições variam com o porte do animal e é necessário transportá-lo em uma caixa, que o cliente deve possuir. Dependendo do caso, é preciso ainda pagar uma taxa. Se você optou por viajar de ônibus, também deve providenciar uma caixa para levá-lo. Alguns não podem seguir com o passageiro e devem ir no bagageiro. Em viagens de carro, os cuidados também são importantes, como levar o animal protegido em uma caixa, além de não deixar que ele fique debruçado na janela do carro.

Por mais que doa seu coração, vale não esquecer que o animalzinho fará parte de sua bagagem, ou seja: você pagará como excesso de bagagem a razão de 1% por quilo excedido. Exemplo: se a sua mala pesar 12 quilos e o cão/gato 15, será cobrado o referente a 7% da tarifa cheia do trecho que estiver voando, já que é permitido levar 20 quilos de bagagem por pessoa.

Os animais devem ser acondicionados em containers de fibra com espaço para movimentação de 360º graus. Os containers não são comercializados pela empresas aéreas, devendo ser adquiridos em lojas especializadas. Além disso, deve-se apresentar, no balcão de embarque, atestados de sanidade, vacinação e a guia de trânsito. Os atestados devem ser fornecidos pela Secretaria de Agricultura Estadual, Posto do Departamento de Defesa Animal ou por médico veterinário.

O único animal transportado na cabina de passageiro, em adição à franquia de bagagem e livre de pagamento, é o cão treinado para conduzir deficiente visual ou auditivo, que dependa inteiramente dele.

Em todos os casos, é importante que o animal esteja com as vacinas em dia, além de ter em mãos um atestado de veterinário, para evitar complicações.

Fora os cuidados burocráticos, você tem de lembrar que ele necessita de cuidados e um carinho especial em uma viagem. Pense na alimentação, se o destino da sua viagem é frio ou quente, faça um check-up nele antes da viagem, etc. Outro detalhe importante é você acostumá-lo a ficar preso horas dentro de uma caixa e levá-lo para dar algumas voltas de carro, para ele não estranhar na hora de uma viagem.

Cuidados

Muita gente não gosta de deixar seu animal de estimação em casa quando vai viajar, porém, saiba que alguns cuidados são precisos para evitar transtornos durante a viagem:

  • Viajar nas férias com a família é um programa dos mais agradáveis no fim de ano. Levar o animalzinho de estimação também é muito legal, mas é preciso tomar alguns cuidados seja qual for o seu destino. Basta seguir algumas recomendações do Ministério da Agricultura, que regulamenta o transporte de animais no Brasil, em avião, trem, navio e ônibus.
  • Algumas empresas aéreas permitem até que você possa viajar com o animal sob a poltrona do avião, mas é preciso entrar em contato para tirar possíveis dúvidas, pois cada uma tem regras específicas. Assim você evita surpresas desagradáveis na viagem. Uma das exigências é que ele tenha, no máximo, cinco quilos.
  • Os animais costumam viajar no compartimento de bagagem, acondicionados em caixas especiais em que eles possam ficar em pé e se mover. Ele também tem de conseguir dar uma volta em seu próprio corpo para que a viagem seja efetivada. Também é possível que o animal viaje na cabine em casos especiais, como os acompanhantes de deficientes visuais, que não pagam taxa extra.
  • Caso você vá viajar pelo Brasil, o Ministério da Agricultura exige o Certificado Sanitário, com a raça, o nome, origem do animal (com pedigree, caso haja), nome do proprietário e carteira de vacinação completa emitida por um veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e do estado de origem.
  • Para os casos de animais com até 120 dias de idade é necessário apenas um atestado de saúde. Acima dessa idade, o bicho de estimação deve estar com a vacinação anti-rábica e a tríplice em dia. Isso deve ser feito 30 dias antes de entrar com o pedido do documento e com prazo máximo de um ano. Nos dois casos, é preciso constar os tipos de vacinas ministradas, o nome do laboratório, a data, a identificação do animal e do número de partida.
  • Animais de estimação devem ser evitados em restaurantes por questão de higiene e em último caso, opte por mesas externas para evitar mal estar com outras pessoas.
  • Em lugares ecológicos a entrada destes animais é proibida, para evitar transmissão de doenças.
  • Lembre-se de limpar toda e qualquer sujeira deixada pelos animais nos locais por onde passar e não permita que os mesmos façam barulho e incomodem as demais pessoas.
  • Muitos hotéis e pousadas permitem a hospedagem de animais de estimação como cães e gatos, porém, convêm perguntar ao fazer a reserva, se o estabelecimento aceita e se é cobrada alguma taxa extra para tal.
  • Desde julho de 2006, a Guia de Transporte Animal (GTA) não é mais exigida para viagens no território nacional com cães e gatos, mas os proprietários devem possuir todas as documentações citadas anteriormente. ?Para viajar com peixes ornamentais, animais de pequeno porte como o hamster e a chinchila, por exemplo, o GTA ainda é necessário?, explica o veterinário Franz Wilhelm Slavic.
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4 COMENTÁRIOS

  1. oi to adorando tua page, ja to aqui faz horas,vivo em londres ja a 5 anos e sou noiva de um canadense de Regina, estamos so esperando o processo de casamento por procuracao no brasil para mudarmos para calgary, na verdade mal posso esperar pq depois de acessar tantos sites sobre o canada, chegui a conclusao q apesar do frio, o canada e um lugar muito melhor de se viver que a Inglaterra, bom, minha duvida e a seguinte: temos uma gata de aproximadamente 9 meses q vamos levar conosco, ela ja fez a cirurgia de castracao, teve o microship implantado, tem todas as vacinas e a carta dos veterinarios, precisamos de mais alguma coisa p leva-la conosco?

    muito obrigada

  2. Olá!

    Primeiramente quero parabenizá-lo pelo espaço. Muito bom, simples e direto. Devo dizer que esclareci várias dúvidas aqui. Mas mesmo assim desejo fazer um pedido.
    Onde eu posso encontrar modelos de cartas para famílias? Vou fazer o programa de au pair no Canadá no ano vindouro e estou meio perdida no que diz respeito a esse assunto.

    Poderia me ajudar?

    Muito obrigada.

  3. @ carla

    Bem, não posso responder a você com toda convicção, mas encontrei este link diretamente do Consulado Geral em Toronto, informando alguns pontos. No site, diz sobre a entrada de animais do Canadá para o Brasil, mas com certeza os procedimentos serão iguais ou semelhantes a este.

    Entre em contato com eles se possível, prefiro não responder algo assim que não tenho embasamento.

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