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‘Menor metrópole do mundo’, Frankfurt

A cidade de Frankfurt, no centro-oeste da Alemanha, é carinhosamente chamada pela sua atual prefeita de “a menor metrópole do mundo”. O título paradoxal diz muito sobre o espírito do mais importante centro financeiro da Alemanha, que, com seus famosos arranha-céus e uma rica vida cultural, consegue preservar o clima de cidade pacata e organizada.

Também apelidada de “Mainhattan” – mistura de Main (o rio Meno) com Manhattan – a cidade não costuma figurar no roteiro dos turistas, ainda que várias pessoas que visitam a Alemanha tenham que fazer seus voos de conexão pelo segundo maior aeroporto europeu.

Muitos desses passageiros em trânsito pisam no aeroporto sem saber que, apesar de toda a aura comercial e de sua importância estratégica na União Europeia, Frankfurt é um dos mais importantes centros culturais do continente, sediando, inclusive, a maior Feira Internacional do Livro do mundo. A Ópera de Frankfurt, por exemplo, chega a apresentar mais de 25 obras a cada temporada, e isso em uma cidade com apenas 660 mil habitantes.

Outro dado que impressiona é o percentual de estrangeiros residentes em Frankfurt, que chega mais de 30%. Chineses, indianos, latino-americanos, eslavos e, principalmente, turcos, conferem à cidade ares cosmopolitas. A presença dos imigrantes é facilmente notada pela grande quantidade de mulheres de véu e, claro, pela gastronomia diversificada.

O sistema de transporte é excepcional. Com uma população equivalente a apenas dois bairros da região central de São Paulo, Frankfurt conta com sete linhas de metrô, nove linhas de trens urbanos, além de trens elétricos e ônibus, todos sempre pontuais, como de costume na Alemanha. Como se não bastasse, a infra-estrutura para transporte por bicicletas é impecável – em uma movimentada rua do bairro Westend, as ciclovias em cada lado da calçada têm sentido único, evitando confusão.

Com tamanha organização, suas árvores bem podadas e canteiros de flores rigorosamente cultivados, a “menor metrópole do mundo” pode passar a sensação de um lugar impessoal e artificial. Mas não é o caso. Cidade natal de Johann Wolfgang Goethe, um dos filhos mais pródigos da Alemanha, e berço da Escola de Frankfurt, que teve como participantes pensadores ilustres como Adorno, Horkheimer, Marcuse e Habermas, o local reserva surpresas para aqueles que se aventurarem por sua tão bem preservada área.

INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Site do paíswww.deutschland.de

Site da cidadewww.frankfurt.de

Site de turismo do país www.germany-tourism.de

Site de turismo da cidade www.frankfurt-tourismus.de

Consulado Geral do Brasil em Frankfurt – Stephanstrasse 3, 4 Stock, tel: 69 920-7420. www.consbras-frankfurt.org

Idioma – Entender alemão não é fácil. Mesmo os ouvidos treinados em salas de aula no Brasil vão estranhar a fluência dos nativos. Mas não se preocupe: mais do que em qualquer outra cidade alemã, é fácil ser atendido em inglês.

Fuso horário– quatro horas a mais em relação a Brasília

DDI – 49

Telefones de emergência – Polícia 110; bombeiros e ambulância 112

Informações turísticas – existem dois importantes centros de informações turísticas em Frankfurt, chamados de Tourist Info Center. O primeiro está na Estação Central (Hauptbahnhof) e abre de segunda a sexta feira, das 8h às 21h, e sábados e domingos das 9h às18h. O outro fica na Römerberg 27, no centro histórico, funcionado de segunda a sexta feira, das 9h30 às 17h30, e sábados e domingos das 10h às16h. Fornecem mapas, vendem passes para museus e têm serviço (pago) de reserva de hotéis. No local também disponibilizam o Frankfurt Card, que permite o uso do transporte público e concede descontos em museus e nos passeios de barco pelo rio Meno.

Moeda – antes do euro, circulava o marco alemão, então uma das mais fortes moedas.

Câmbio – pode ser feito nas estações de trem, aeroportos, grandes lojas e, evidentemente, em casas de câmbio. Se você vir a expressão Ohne Gebühr (sem taxa) escrita em algum lugar, essa pode ser a melhor pedida para trocar o seu dinheiro, caso você ainda não esteja viajando com euros – mas atente para a cotação.

Gorjetas – não são obrigatórias e a taxa de serviço costuma estar incluída nos preços. Mas, se achar apropriado, é comum deixar de 5% a 10% do valor da conta.

Correio – O correio alemão (Deutsche Post) é eficiente e rápido. Selos podem ser comprados nas agências, que funcionam de seg. a sex., das 8h às 18h, e sábados das 8h às 12h, ou em máquinas na rua.

Internet – A maioria dos cibercafés concentra-se nas proximidades da Hauptbahnhof e nos arredores da rua Zeil e do Römerberg.

Telefone – As famosas cabines telefônicas amarelas podem ser encontradas praticamente em todas as esquinas, com informações em inglês, francês e alemão, algumas ainda com guia telefônico. Cartões telefônicos são comprados em bancas de jornal, livrarias, correios e estações de trem, onde há máquinas automáticas. Quem ligar dentro da Alemanha para outro estado deve discar o código 01080 e o número normal. Para ligar para o Brasil a cobrar (nem todas as cabines completam a chamada), uma telefonista brasileira atende pelo número 0800-080-0055.

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