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Bélgica: a vizinha menos badalada

A Bélgica pode não ter o reconhecimento e a fama de seus vizinhos mais famosos, mas quem resolve desbravar por alguns dias suas cidades mais interessantes, como Bruxelas, Brugge e Ghent, leva para casa na bagagem paisagens de contos-de-fada, no estômago o sabor de chocolates divinos e na mente histórias fabulosas. O objetivo deste texto é informar um pouco os principais pontos turísticos destas 3 cidades belgas, assim como locais de hospedagem e preços, para que seu passeio se torne ainda melhor.

Veja abaixo dicas de hospedagens (com preços do mês de julho de 2011, fonte: Hostels.com) de Bruxelas. Para Ghent e Brugge, sugere-se um bate-e-volta de um dia. Os preços e distâncias serão repassados a seguir.

Apartment Poulets 37 (6 camas a € 18, com 80 m2, ao lado da Grand Place, mas sem café)
Apartment Eperonniers 56/1 b (apartamento com 4 camas, todo equipado, 45 m2 por € 23, sem café, ao lado da Grand Place)
Apartment Pierres 54/1 (semelhante ao apartamento de cima, inclusive o preço, localização e tamanho)

Bruxelas, o que fazer: inicialmente, por € 24, pode-se fazer um city tour de 2h30min, para conhecer o que tem de mais interessante na cidade. Após, escolhe-se os pontos-chave e sai-se para passear. Sugerimos:

Grand Place: é o centro geográfico, histórico e comercial de Bruxelas, e o primeiro local a ser visitado por quase todos os turistas. Nesta movimentada praça empedrada mantém-se o centro cívico da cidade, passados séculos da sua criação, e o melhor exemplo da arquitetura belga do século XVII. No final do século XIV foi construída a Câmara Municipal de Bruxelas, o Hôtel de Ville (prefeitura), e os comerciantes acrescentaram sedes de guildas numa mistura de estilos.

A cada dois anos, no verão, em anos pares, é montado um tapete de flores descomunal na praça, e quem tem oportunidade de conhece-la, conta que é uma lembrança inesquecível.

Boulevard Anspach: é a mais importante avenida de compras da cidade, com lojas e restaurantes, conectando a Praça de Brouckere à Praça Fountaine.

Museus: o Musée de la Ville de Bruxelles (Museu da Cidade de Bruxelas): aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada € 3. História da cidade ilustrada com artefatos e objetos de arte. O que chama mais a sua atenção, porém, é a exposição de todas as 625 roupas do Manneken-Pis (veja mais adiante).

O  (Museu Real das Belas-Artes), dividido em Musée d´Art Ancien (Museu de Arte Antiga) e Musée d’Art Moderne (Arte Moderna). O primeiro com pinturas do século XV ao XIX, incluindo obras de Pieter Brueghel, Rubens, Van Dyck e Rembrandt, destacando “Vênus” e “Adão e Eva” de Lucas Cranachcomo. O Museu de Arte Moderna tem pinturas, desenhos e esculturas dos séculos XIX e XX, com expoentes do cubismo, futurismo, expressionismo e surrealismo, incluindo obras de Paul Delvaux, Magritte, Miró, Picasso e Dalí. Abertos de terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada € 5, gratuita na primeira quarta do mês, à tarde. Parte deste texto foi extraído do ‘Guia de viagens do UOL’.

• Igrejas:

Igreja Notre Dame de Sablon: sua construção data de 1304, é um exemplo clássico do estilo gótico ojival (galeria com 4 dobras), iluminada de dentro para fora à noite. Foi construída em uma praça deserta pelos arqueiros da cidade, reconstruída no século XV. No seu interior podemos encontrar 11 magníficos vitrais de 15 metros de altura, além de duas capelas barrocas decoradas com símbolos funerários em mármore branco.

Basílica Koekelberg: também conhecida como Basílica do Sagrado Coração, pois foi construída em 1935, baseada na Sacre Cour de Paris. Do centro histórico, pode-se ver a Basílica ao longe.

Parque Warandepark: é o grande parque da cidade, próximo ao Grand Place, que separa o Parlamento Belga do Palácio Real. Foi construído em 1776 e é onde acontecem os principais eventos da cidade, em especial shows e festivais.

Palácio Real: é o palácio oficial do rei belga, estilo neoclássico, apesar de não ser sua residência, e data de 1900, sendo construído pelo rei Leopoldo II.

Atomiun: foi construído em 1958 para uma Exposição Universal (Expo-58) e atualmente se tornou um monumento belga. Sua estrutura representa um cristal elementar de ferro ampliado 165 bilhões de vezes, com tubos que ligam as 9 partes formando 8 vértices. Possui 105 metros de altura e apresenta uma vista singular da capital. Aos seus pés, repousa o Mini-Europa. Como o nome diz, mostra todos os atrativos do Velho Continente em miniatura. Além disso, algumas miniaturas são animadas: a erupção do Vesúvio, a queda do Muro de Berlin, a corrida de touros em Sevilha, etc. Imperdível! Abre diariamente às 9h30min e custa cerca de 15 euros.

Manneken-Piss: da Bélgica para o mundo, vários personagens famosos, a exemplo dos Smurfs e de Tintim. Mas nenhum é mais emblemático do que Manneken Piss, ‘o menino mijão’, uma estátua de não mais que 60 cm, próximo a Grand Place. Data de 1619 a colocação da estátua no alto da fonte da Rua de Letuve. A origem de sua lenda continua um mistério, mas dois boatos são mais fortes: um menino teria salvado a cidade de um incêndio com seu xixi; outro boato seria de que um rico cidadão da cidade teria perdido seu filho, e depois de muita procura, encontrou no local onde está a estátua, fazendo o mesmo o que ela faz há séculos. É tradição que os diplomatas e responsáveis políticos ofereçam uma roupa ao Manneken Pis quando estão em Bruxelas. Em realidade, a estátua passa a maior parte do tempo vestida. E os modelos podem ser bastante divertidos: Drácula, Papai Noel, piloto de fórmula 1, tudo depende da estação e do contexto. A coleção de trajes pode ser vista, como dito anteriormente, no Museu da Cidade.

Bruxelas- Brugge (100 Km, com trem de 10 em 10 minutos, dura 1h e custa € 36 ida e volta). Bruges em francês, ou Brugge, em flamenco, não importa. A cidade respira um ar medieval que parece de contos-de-fadas. É pequena (120 mil hab.), localizada na porção nordeste do país, próximo ao litoral. É uma cidade incrustada de canais, daí ser conhecida como ‘Veneza do Norte’. O que a cidade tem de mais famoso é o chocolate. Não se pode ir embora de lá sem ter provado pelo menos um!

O Campanário de Brugges (século 13) é o símbolo da cidade, em frente da Praça do Mercado e, por € 5, pode-se subir os 366 degraus de sua torre e ter uma vista belíssima da cidade.

A Igreja de Nossa Senhora (séc. XIII) é a maior igreja católica da cidade, com uma torre de 122 metros, a segunda maior feita de tijolos da Europa. Seu interior é bem enfeitado e vale a pena visita-lo, ainda mais com a presença da ‘Madona with child’, uma escultura feita por Michelangelo.

Outras atrações: Igreja Carmelita, construção em estilo barroco de 1688; Ezelpoort, um dos portões medievais da cidade, datando do século 14; Kreupelenstraat, a capela de Nossa Sra. dos Cegos, século 17 e Smedenpoort, que consiste num portão fortificado de 1367, onde um crânio de bronze lembra o traidor que tentou abrir este portão para uma invasão francesa), Folklore Museum (rua Rolweg 40, onde estão recriações de estabelecimentos comerciais da idade média, como farmácias, salas de aula, chapelarias, etc), De Nieuwe Papegaai (reconstrução do moinho existente em Beveren-Ijzer), cervejaria De Gouden Boom (rua Langestraat 47, a mais tradicional, existe desde 1587), e Museu da Cerveja (rua Verbrand Nieuwland 10- retirado do site Imagens e Viagens).

Bruxelas- Ghent (60 Km, com trens frequentes, meia hora de viagem por € 25 de custo). Assim como Brugges, Ghent é uma cidade com canais, entretanto bem maior (240 mil hab.). A Catedral Saint-Bavon data de 942, em estilo Romanesco, com sua torre característica, é uma das atrações da cidade. Outra é o Town Hall (1492) que, com visita guiada a partir das 14h30min, de segunda a quinta, custa € 4 por 45 minutos. Para uma vista da cidade, suba os 6 andares da Torre Belfort (1313), por € 3.

Passear pela rua Graslei, margeando o rio Leie, fornece vistas inigualáveis de vários prédios preservados da Idade Média. À noite, o passeio fica mais belo ainda. Para acabar o passeio, visite o castelo da cidade (Gravensteen), que foi construído para defender a cidade no século XII pelos condes da Flandres.

Voltar da Bélgica é sentir a impressão de que participou de uma aventura medieval, um conto-de-fadas inesquecível. Até mesmo sua capital, imponente, não passa de uma cidade provinciana quando comparada as grandes capitais vizinhas da Europa. Mas não menos interessante. Não a ignore. Ela vale uma visita.

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