Página Inicial Destino Amsterdam – Conhecendo a cidade

Amsterdam – Conhecendo a cidade

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O espelho d´agua permite boas fotos a noite Foto: Flavio Pimentel

Conhecendo a cidade

De bike, a pé, de barco, de trem… Seja lá qual for o meio de transporte, Amsterdam oferece de tudo com qualidade

Atenção senhores passageiros com destino a Amsterdam…

Chegar em Amsterdam pelo aeroporto de Schiphol já é em si uma experiência. Extremamente funcional, prático e objetivo (como os holandeses em geral) Schiphol é considerado um dos  aeroportos mais eficientes da Europa, com uma circulação anual de mais de 50 milhões de passageiros e mais de 1.200 voos diários. Caso você tenha um pouco mais de tempo livre, vale muito a pena dar uma voltinha pelas lojas e cafés e apreciar o visual sofisticado porém sóbrio, tudo muito bem sinalizado e limpo.

As estações de trem e metro estão ligadas diretamente ao saguão principal, de modo que você não precisa nem sair do aeroporto para utilizá-las. Esta é, na minha opinião, a maneira mais fácil e rápida de deixar o aeroporto; obviamente, caso você prefira um táxi ou ônibus, o acesso a estes também é facílimo, logo após o portão de saída.

Maps

(Para mais informações sobre transportes em Amsterdam, veja o guia links úteis, no fim da matéria)

Um passeio pelo mundo livre

A Holanda é conhecida como um dos países mais tolerantes do mundo, no que se refere a liberdade de pensamento, expressão e convívio com as diferenças. Isto se traduz de forma cristalina ao caminhar sem compromisso pela Damrak, uma das avenidas mais movimentadas de Amsterdam. Na mesma calçada você encontra gente de todo tipo: hippies, rastafáris, emos, punks, uma senhora de cabelo rosa, um executivo apressado correndo para pegar o trem (os holandeses estão sempre correndo para pegar o trem), um bando de adolescentes britânicos só afim de fumar um joint, artistas de rua, mulheres de minissaia, vestido ou burca; homens de terno, jeans rasgado ou shortinho de couro; e, claro, os nativos, eternamente montados em suas bicicletas indo e vindo sem parar e sempre, com seus capacetes, faróis dianteiros e dedinhos nervosos, prontos para tamborilar seus sininhos caso você ouse ameaçar a trajetória deles.

Amsterdam Dungeons, na Damrak. Foto: Flavio Pimentel
Amsterdam Dungeons, na Damrak. Foto: Flavio Pimentel
Area central da cidade, sempre movimentada. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Area central da cidade, sempre movimentada. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Para começar a respirar essa atmosfera casual e ao mesmo tempo cosmopolita, onde é cada um na sua, mas com alguma em comum (como decretava o velho slogan) a melhor pedida é sem dúvida alugar uma bike e sair distraído pelas ruas arborizadas, através de prédios históricos construídos de tijolinho – alguns ostentam o ano de construção e vários com mais de quatro séculos! – Além é claro dos canais onipresentes que cortam linda e simetricamente a cidade de ponta a ponta. Alugar uma bike é extremamente fácil, existem dezenas de lojas (veja o link ). Os preços das diárias variam de $ 15 a 20 ou de $ 3 a 5 por hora. Você só precisa assinar o seguro e deixar um documento ou cartão bancário (algumas lojas também pedem um valor de caução).

Bicicletas estacionadas em todos os lugares. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Bicicletas estacionadas em todos os lugares. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Bem, sobre a questão das bikes cabe aqui uma ressalva: andar de bicicleta é o meio de locomoção mais utilizado na Holanda e os holandeses levam isso MUITO a sério, principalmente em Amsterdam, aonde milhares de bikes disputam ferozmente cada centímetro quadrado das ciclovias e onde essa tal “tolerância holandesa” acaba no momento em que eles acomodam seus bumbuns magros no selim; a partir daí é cada um por si. Portanto, quando você estiver pedalando, pelo amor de Deus, não pare no meio da ciclovia para checar o celular, o mapa ou algo parecido, isso é um pecado mortal por lá! Da mesma forma, siga estritamente a sinalização (sim, o sinal de pare e siga para bicicletas funciona na Holanda!) e existem sempre ciclovias nos dois sentidos para cada rua asfaltada; assim, você não precisa pegar atalhos e muito menos dar um “jeitinho brasileiro”. Basta andar na linha que você chega lá.

Em Amstardem há sempre uma bike passando. Foto: Flavio Pimentel
Em Amsterdam há sempre uma bike passando. Foto: Flavio Pimentel

Confira abaixo algumas sugestões que você pode visitar com a sua bike ou até mesmo a pé, caso não esteja familiarizado com as duas rodinhas:

1.Dam Square

Dam Square centro de Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Dam Square centro de Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

É o ground zero de Amsterdam, o centro de tudo. É onde acontecem os grandes eventos ao ar livre, onde os artistas de rua fazem suas apresentações e as pessoas marcam encontros para bater papo, paquerar ou sair para curtir a cidade. Cercada de prédios históricos como a Galeria da Guarda Civil e o Museu histórico de Amsterdam, é parada obrigatória para fazer uma foto ou simplesmente sentar um pouco e respirar a atmosfera vibrante e mente-aberta da cidade. Dica: os bares e cafés dessa área são absolutamente turísticos, portanto, sem muita identidade própria, com atendimento apressado e pouco aconchegantes. Se puder, evite. Localizada no fim da Av. Damrak.

2. Rembrandtplein

Amsterdam Rembrandtplein. Foto: Michael Costa
Amsterdam Rembrandtplein. Amsterdam. Foto: Michael Costa
https://www.flickr.com/photos/80287074@N05/
De Kroon. Amsterdam. Foto: Muisstil

É uma praça um pouco mais alternativa, uma boa pedida para uma cerveja ou vinho. Recebeu esse nome devido a escultura do famoso pintor, corpo ereto, observando o quarteirão judeu, bairro onde morou grande parte da vida. Ao norte da praça está o De Kroon, um dos mais tradicionais cafés da cidade e do lado oposto está o Café Schiller, famoso por seu espetacular interior em arte Deco. Localizada na Honthorstraat, 09, Centro.

3. Prinsengracht

Prinsengracht. Foto: Johan Wieland
Prinsengracht. Amsterdam. Foto: Johan Wieland

Não é à toa, que Amsterdam é conhecida como a ‘Veneza do Norte’, por sua infinidade de canais que entrecortam a cidade. Se você prestar atenção no mapa, vai perceber que a cidade cresceu em torno da estação de trem Amsterdam Central, com seus canais se estendendo concentricamente em formato de cinturão. Prinsengracht é um dos maiores e mais bonitos canais para passear e onde é possível obter um retrato mais puro do estilo de vida da cidade, desde a área central até a mais periférica.
Leve sua câmera, sem medo de ser assaltado, e passeie tranquilamente de um lado a outro do canal, parando de quando em vez para um café e fazendo fotos dos espelhos d’água, dos prédios charmosos com suas janelas retangulares e descortinadas, as luzes se acendendo no fim da tarde, as bicicletas estacionadas aleatoriamente; a cada nova esquina uma surpresa: uma igreja antiga, um casal se beijando, um pintor de rua com seus retratos da cidade estendidos na calçada, uma sequência de árvores com folhagem colorida (no outono a beleza é indescritível!), os patos e cisnes deixando-se levar despreocupadamente ao longo do canal… Faça como eles também e aproveite a vista!

Casas-barco perfilam-se sobre os canais, diante da arquitetura pitoresca dos prédios. Foto: Flavio Pimentel
Casas-barco perfilam-se sobre os canais, diante da arquitetura pitoresca dos prédios. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Tarde tranquila no canal. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Tarde tranquila no canal. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

4.Vondelpark

Tranquilidade no Vondelpark. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Tranquilidade no Vondelpark. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

O maior e mais belo parque da cidade, ideal para um passeio de bike. Em um domingo de sol, não há em Amsterdam lugar melhor. Com quase 2 km de extensão, está sempre apinhado de ciclistas, corredores, casais, crianças etc. Há também um teatro ao livre que oferece programações regulares durante todo o verão. Leve uma toalha, uma cesta com iguarias holandesas como o stroopwafel – um tipo de wafer com recheio de doce de leite; dropjes – uma balinha de anis tipicamente holandesa; queijo gouda com pão de batata; poffertjes – uma mini panqueca que se parece com o nosso bolinho de chuva, estenda tudo sobre a grama e… Seize the day ! Em todo o caso, se bater a fome e você não tiver levado nada, pode dar uma passada no café Vertigo e pedir um sanduba de ovo com shitake, tomate e queijo, acompanhado de uma boa Heineken ou Palm beer… É delicioso.

5. Singel e Kalverstraat

Aqui você vai ter que amarrar seu camelo em algum poste e seguir a pé, pois é uma área essencialmente turística e quase sempre lotada. De qualquer forma, vale a pena dar uma passada para comprar aquela lembrancinha para dizer ‘estive em Amsterdam’.
Singel é a rua das flores, onde pode-se comprar bulbos de vários tipos de tulipas, orquídeas e outras espécies. Em geral. Há também várias lojas que vendem camisetas customizadas, chaveiros e souvenires de todo tipo.

Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 1: Flavio Pimentel
Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 1: Flavio Pimentel
Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 2: Flavio Pimentel
Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 2: Flavio Pimentel
Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 3: Flavio Pimentel
Singel, a rua das flores. Amsterdam. Foto 3: Flavio Pimentel

Já a Kalverstraat é a rua das lojas de marca. Tem de tudo: roupas da moda, acessórios, eletrônicos, cosméticos etc. Ela começa perto da Singel e segue paralela à Damrak até quase a estação central. Dica: passe na Douglas, uma loja de cosméticos e perfumaria que vira e mexe faz umas promoções com preços muito bons – comprei o meu Allure Sport lá, agora só ando perfumado by Chanel.

The highlights (and redlights)

Se você é casado ou solteiro, amante de fotografia ou pintura, fã de museus ou arquitetura… então você veio ao lugar certo!

1. Museus

Em poucos lugares da Europa você vai encontrar tantos e tão inusitados museus quanto em Amsterdam. A maioria deles aceita o I amsterdam City Card, que é uma ótima pedida se você pretende visitar vários museus e andar bastante de transporte público – com o cartão você de anda graça nos ônibus, trens e metrô da cidade, além de dar direito a 01 passeio de barco pelos canais. O cartão tem três durações: 24h ($ 49), 48h ($ 59) e 72h ($ 69); pode parecer um pouco caro, mas se você fizer as contas vai ver que apenas duas visitas a museus e um passeio de barco avulso já custam isso, sem mencionar os custos de transporte. O I amsterdam city card pode ser facilmente adquirido no aeroporto de Schiphol, na estação Amsterdam Central ou na maioria das agências de turismo espalhadas pela cidade. Os portadores do cartão poderão visitar, de acordo com a ‘excentricidade’ de cada um: o museu do queijo; o museu da tulipa; o museu da tortura; o museu do funeral; o museu da maconha; o museu do lingerie; do sexo; da prostituição; o museu da rolha; do cachimbo; das bengalas; o museu da camisinha; o museu das perucas; o museu das bolsas; o museu dos óculos; o museu dos gatos; o museu da tatuagem, e por aí vai… Dentre todos eles, eu destacaria os quatro principais:

Van Gogh Museum

Van Gogh museum. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Van Gogh museum. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Visita obrigatória. O museu traça um panorama da conturbada vida desse artista, considerado o maior expoente do impressionismo e um dos maiores ícones da Holanda e da pintura mundial. Existe uma coleção permanente com as mais famosas obras de Van Gogh, além de obras avulsas de outros grandes artistas como Gauguin e Monet. Devido a quantidade limitada de visitantes por vez, a fila pode ser longa, por isso tente chegar bem cedo (o museu abre às 10:00hs)

Dica: todas às Sextas à noite, o museu também oferece eventos culturais especiais – confira no site. Uma das coisas que mais me impressionou foi ler que, durante sua vida inteira, Van Gogh só conseguiu vender UMA única tela! Me deixa um pouco frustrado pensar que uma mente dessa grandeza foi tratada como louca a maior parte da vida, tendo que sofrer humilhações e sacrifícios para conseguir o que comer e só muito tempo depois de sua morte é que a sua genialidade foi reconhecida…

Rijksmuseum

É o principal museu de arte da Holanda. Além de ter oferecer uma quantidade interminável de obras (você terá que ser seletivo, pois é impossível conhecer tudo de uma vez só – confira no site o prédio também dispõe de uma belíssima arquitetura, que mistura estilos góticos e renascentistas, com uma fachada extremamente imponente por fora e galerias gigantes e luxuosas por dentro. É visita para um dia inteiro, com direito a pausa para saborear um cappuccino no interior das dependências.

Dica: antes de ir embora aproveite para fazer uma foto com o logo do ‘I amsterdam’ gigante que fica na frente no museu.

O logo I Amsterdam, em frente ao Rijksmuseum Museum. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O logo I Amsterdam, em frente ao Rijksmuseum Museum. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Museu histórico de Amsterdam

Tem tudo que você precisa saber sobre a história da evolução de Amsterdam, desde a idade média até os dias de hoje com mapas, desenhos, ilustrações, textos antigos etc. Para quem tem interesse em saber como Amsterdam se tornou a metrópole que é hoje, a visita é imperdível. Kalverstraat 290, em frente a Dam Square.

FOAM fotografiemuseum

FOAM, museu da fotografia. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
FOAM, museu da fotografia. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Este faz parte da minha lista pessoal de favoritos. Como fã de fotografia, sempre que estou em Amsterdam dou uma passada por lá. Com o prédio simples, mas muito funcional e várias janelas para garantir a entrada de luz natural, este é um museu excelente para quem aprecia fotografia de qualidade. Está sempre revezando duas exibições com temas diferentes, que vão desde os grandes nomes da fotografia mundial até novos e inovadores fotógrafos que buscam seu lugar ao sol. Amsterdam é, em essência, uma cidade fotogênica e nada melhor que coroar essa ode à fotografia admirando os diversos olhares fotográficos de artistas de várias partes do mundo – inclusive ‘amsterdamers’. Keizersgracht, 609 – Southern canal belt.

2. Anne Frank huis

Esta é sem dúvida uma das histórias mais comoventes que se pode imaginar: uma jovem judia de 13 anos, com um futuro brilhante pela frente é forçada a se esconder juntamente com sua família durante anos num cubículo minúsculo em sua própria casa para tentar escapar da monstruosidade nazista. Enquanto mal podia ver a luz do sol, Anne deixava os seus anseios de adolescência, sonhos, medos, paixões e aspirações gravados na eternidade através do seu diário íntimo – o hoje mundialmente conhecido Diário de Anne Frank. Infelizmente, essa história não tem um final feliz, como tantas outras deste período tenebroso da história humana. Ao menos, ela serve para nos lembrar que mesmo dentro da mais profunda escuridão ainda era possível encontrar a mais luminosa esperança, proveniente da inocência de uma menina que nada tinha a ver com as loucuras ideológicas que cegaram o entendimento de tanta gente. Prepare-se para ficar muito tempo na fila, pois a casa é pequena e cabem poucos visitantes por vez. Não é possível usar o I amsterdam city card, mas para ganhar tempo compre o ingresso online e imprima-o para poder entrar na fila separada para os portadores de ingresso. Prinsengracht, 276.

3. Coffeeshops

Na Holanda existe uma grande diferença entre um ‘Café‘ e um ‘Coffeeshop‘. O primeiro é um bistrô tradicional, mais como um pub, onde além de café você pode pedir vários tipos de bebidas e aperitivos. Já o segundo é um pouco diferente…. Assim que você passar pela cortina de fumaça através da porta, você vai sentir um cheiro que em nada se parece com o aroma de café tradicional que você está acostumado. Em Amsterdam o consumo de maconha é tolerado, e os chamados coffeeshops são os estabelecimentos oficiais e legalizados onde a erva poder ser ‘degustada’. Se você tem alguma curiosidade sobre o assunto, vai poder conhecer os vários tipos de cannabis disponíveis, como enrolar o baseado corretamente, o tipo de seda, o grau de pureza e intensidade e etc., tudo isso de uma forma segura e legalizada, no melhor estilo self-service: em boa parte dos coffeeshops o produto é exibido num balcão, onde você pode servir-se da marijuana de sua preferência, existem dezenas de espécies e, caso tenha experiência, poderá até mesmo preparar o seu próprio cigarro. Caso você seja um marinheiro de primeira ‘viagem’ (não resisti ao trocadilho), atenha-se estritamente à recomendação do atendente, ele sabe o quê e o quanto você pode consumir sem passar vergonha. A despeito de todo merchandising turístico que envolve a maconha (o símbolo da erva de três folhas está estampado em tudo quanto é bugiganga à venda em lojinhas de souvenirs, chega a ser um pouco saturante às vezes) ainda assim é possível refletir sobre o lado positivo da questão, que é retirar o produto do mercado negro e revertê-lo em benefício da sociedade, através da arrecadação de impostos para o governo, de forma profissional e organizada. Evidentemente, conscientizando o consumidor sobre os riscos e consequências do uso, porém deixando, em última instância, poder de decisão nas mãos do cidadão, como prova pública de tolerância, o que só é possível em uma sociedade esclarecida, bem-educada e desenvolvida. Acho que nós ainda estamos um ‘pouquinho’ distantes dessa condição, mas quem sabe uma dia…

4. Passeios de barco

Passear de barco em Amsterdam é certeza de belas paisagens. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Passear de barco em Amsterdam é certeza de belas paisagens. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (2). Amsterdam.Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (2). Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (3). Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (3). Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (4). Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
Os passeios de barco são uma boa opção para admirar a vista (4). Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Os passeios de barco, apesar de bastante turísticos, são uma ótima forma de apreciar a cidade sob outra perspectiva. A arquitetura simétrica e charmosa das residências revela um novo detalhe a cada esquina: um vaso de rosas vermelhas na fachada, um gato que lhe observa atento através da janela, um ateliê com suas com suas telas inacabadas aguardando o retorno do artista, pessoas que vem e vão distraídas em seus afazeres, uma música que toca ao fundo, fazendo-o lembrar daquele momento especial…. Os boatcruises podem ser um alívio romântico no seu dia, mesmo que a ênfase seja predominantemente turística. Se você viaja acompanhado (a), uma boa opção são roteiros noturnos, que oferecem jantares especiais, alguns à luz de velas. Imagine a luz tênue, o acompanhamento de um de jazz ou um lounge suave, o brilho das estrelas e da lua numa noite limpa, um bom vinho e o sorriso de quem você ama: é romântico ou, não é? Normalmente os cruzeiros funcionam de abril a novembro e oferecem desde rotas mais simples até as mais elaboradas, incluindo paradas em pontos turísticos da cidade. Os preços também variam bastante, dependendo do estilo do passeio. Confira abaixo algumas opções tradicionais de passeios: www.blueboat.nl www.canal.nl www.classicboatdinners.nl www.hir.nl www.lovers.nl

5. De wallen

Onde alguém poderia testemunhar melhor o lema “live-and-let-live – viva e deixe viver” do que aqui? Assim é De Wallen, mais conhecido como Redlight District, ou distrito da luz vermelha, que foi batizado com esse nome devido a cor das lâmpadas de neon que iluminam as vitrines onde trabalham há mais de um século as profissionais do sexo de forma legalizada.

O famoso De Wallen, ou distrito da luz vermelha. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O famoso De Wallen, ou distrito da luz vermelha. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O famoso De Wallen, ou distrito da luz vermelha 2. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O famoso De Wallen, ou distrito da luz vermelha 2. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Sim, a prostituição é legalizada na Holanda desde 1810(!) e hoje em dia o percentual de mulheres que trabalham de forma ilegal gira em torno de 5%. Também 5%, apenas, é o percentual de mulheres com nacionalidade holandesa. São quase 400 janelas espalhadas pelo bairro, exibindo mulheres literalmente de todos os tipos. Porém, De Wallen está longe de ser ‘apenas’ prostituição. Com uma vertente cultural vibrante, uma agitada vida noturna e hordas de turistas ziguezagueando para lá e para cá dia e noite (incluindo famílias inteiras!), o bairro se tornou a tradução mais completa da frase “tudo junto e misturado”. A indústria do sexo, obviamente, ocupa um espaço considerável: são vários sexshops, casas de shows adultos – a Casa Rosso é uma das mais maiores, alguns dos coffeeshops mais tradicionais também se encontram lá, como o The Bulldog, por exemplo. Dica: quase no centro do bairro (por mais contraditório que seja!) Não deixe de visitar a Oude Kerk, ou igreja velha, a mais antiga da Holanda. Seu estilo gótico se destaca ao longe, sua torre ostenta um grande e antigo sino e seu interior é ornamentado com vitrais belíssimos, além de abrigar as tumbas de vários cidadãos famosos da cidade.

Visitar De Wallen é uma experiência acima de tudo interessante, independentemente das esquisitices que vão lhe saltar aos olhos através das janelas, como vibradores gigantes e luminosos, cartazes divulgando sexo ao vivo, camisinhas de formatos exóticos e por aí vai…. Vá com a mente aberta, na intenção genuína de se divertir, sem se preocupar com as idiossincrasias evidentes.  Já ouvi gente dizendo: “É melhor ir de tarde, quando é possível ver as prostitutas na vitrine, pois à noite elas trabalham de cortinas fechadas” como se as moças fossem um tipo de animal silvestre que só aparece num determinado período do dia. Sim, elas fazem parte da paisagem de maneira exposta, mas também são pessoas com história própria, com as mesmas necessidades que todos nós, são pessoas que observam e são observadas. Mais que tudo, elas são personagens que compõem um cenário muito maior e mais complexo da condição humana. Andar pelo Redlight district é ter uma aula prática de antropologia.

6. Diversão garantida

Além das opções aqui listadas, Amsterdam também oferece uma série de outras atrações para todos os gostos. Normalmente, que um período de 04 a 05 dias é o mínimo necessário para visitar a maioria dos pontos turístico e, se ainda sobrar um tempo livre, vale a pena conferir algumas dessas sugestões que deixo aqui como menção honrosa:

Madame Tussaud – madametussauds.nl

O museu de cera Madame Tussaud. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O museu de cera Madame Tussaud. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

 

O museu de cera Madame Tussaud. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
O museu de cera Madame Tussaud. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

 O famoso museu de cera tem uma versão holandesa de respeito bem no meio da Dam Square. O eclético acervo de estátuas em tamanho real de figuras famosas impressiona pela semelhança. Perfeito para crianças e também divertido para os adultos.

Begijnhof –  www.begijnhofamsterdam.nl

Um oásis de paz no centro caótico de Amsterdam. É um pátio interno circundado de casas antigas – algumas delas mais antigas que o Brasil! – Construídas em estilo típico e compartilham um tranquilo e bem cuidado jardim. Aberto todos os dias, de 08 às 17h.

Heineken Experience – heinekenexperience.com

Heineken Experience. Amsterdam. Foto: Elroy Serrao
Heineken Experience. Amsterdam. Foto: Elroy Serrao

Para apreciadores da famosa cerveja e qualquer um interessado em saber como o processo de produção funciona passo a passo. Visitas autoguiadas que contam a história da evolução de uma das marcas holandesas mais conhecidas do mundo. No final da visita você pode degustar dois chopp’s gelados feitos na hora! Vá na parte da manhã para evitar as multidões.

Hermitage Amsterdam – hermitage.nl

Uma ótima opção de museu, que serve de alternativa aos dois maiores e mais lotados, Van Gogh e Rijkmuseum. Possui uma belíssima fachada com um pátio interno bem tranquilo e galerias espaçosas que abrigam importantes exposições semestrais.

Holland Casino – hollandcasino.nl

Para quem quer sentir o gostinho das apostas em roletas, caça-níqueis e mesas de carteado. Necessária a apresentação de um documento oficial com foto na entrada. Aqui, os Euros entram e saem da sua carteira com a mesma facilidade; cuidado para não se empolgar demais e acabar amargando um prejuízo muito grande, afinal, quem sempre ganha é a banca. Aprecie com moderação.

The Amsterdam Dungeon – thedungeons.com

A famosa casa dos horrores em sua versão holandesa. Com sessões de uma hora de duração, várias salas temáticas e sustos garantidos. A qualidade dos atores e a convincente caracterização garantem a diversão. Apresentação totalmente em inglês. Veja o site e aproveite descontos especiais.

Nemo Science Center –  e-nemo.nl

NEMO - centro de ciências e tecnologia. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel
NEMO – centro de ciências e tecnologia. Amsterdam. Foto: Flavio Pimentel

Instrutivo museu de ciências e tecnologia, construído em forma de navio à beira do rio Amstel. Voltado em especial para crianças e pré-adolescentes, possui várias salas com experiências práticas e interativas.

Body worlds, The Hapiness Project – www.bodyworlds.nl

O famoso e controverso museu de anatomia humana que utiliza corpos reais para compor suas obras. Para estudantes de anatomia é imperdível e para todos é uma experiência, no mínimo, diferente. Uns amam e outros não gostam tanto; visite e decida por si mesmo. É possível utilizar o I Amsterdam City Card.

Queen’s Day koninginnedag.nl

Comemoração do aniversário de Juliana, mãe da atual rainha Beatrix. Se você estiver visitando Amsterdam no dia 30 de abril, é impossível não se deixar contagiar pela atmosfera festiva que toma conta de toda a cidade no mais famoso feriado nacional holandês – o dia da rainha. Vários mercados de rua são espalhados pelas calçadas vendendo quase tudo que se possa imaginar, transformando a cidade inteira em uma grande, alegre e bagunçada feira ao ar livre. Vista sua roupa laranja, cor oficial do reino, coloque calçados confortáveis e prepare-se para pular, dançar, beber e andar muito a pé (o transporte público fica absolutamente lotado). Durante todo o trajeto, você vai cruzar com os tipos holandeses mais peculiares trajando as mais inusitadas fantasias, num verdadeiro carnaval fora de época, além de muita, mas muita gente bêbada.

Links úteis:

 Site oficial de turismo da Holanda.

 Guia de turismo oficial da cidade. 

 Relação de restaurantes e cafés da cidade com classificação e críticas. 

 Maior rede de aluguel de bicicletas em Amsterdam. 

 Planeje suas viagens de transporte público no site do departamento de trânsito. 

 Planeje suas viagens de trem no site da companhia ferroviária nacional. 

Site que calcula as rotas, o custo e o tempo das viagens (somente em holandês) .

 Opções de shopping centers na região e compras online.

Dicas e sugestões de lugares oferecidos por nativos. 

Informações turísticas variadas. 

Informações turísticas variadas. 

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